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Política Eleições 2026: trio de presidenciáveis do PSD adota mantra da “autoridade moral” e sugere reforma no Supremo

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Governadores Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior deram entrevista conjunta ao "Canal Livre", da TV Bandeirantes. (Foto: Reprodução de TV)

O trio de presidenciáveis do PSD, formado pelos governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, passou a adotar o mantra da “autoridade moral” do presidente da República para tentar se posicionar em uma disputa polarizada entre o atual ocupante do cargo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro.

Na noite de domingo (15), em entrevista conjunta ao programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes, eles mencionaram o termo em diversas oportunidades e ao comentar desde o escândalo do Banco Master até sugestões para reformas políticas, institucionais e que alterem o modelo de indicação e tempo de atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tivemos uma eleição sobre mensalão, outra sobre Lava-Jato e estamos diante de uma eleição agora que tem o Banco Master como grande escândalo. Esses escândalos não podem ser admitidos, e temos que mostrar com clareza a nossa disposição de enfrentar esses assuntos. Punir quem quer que seja, altas autoridades que estiverem envolvidas, onde estiverem”, alegou Leite, acrescentando que aquele que for eleito precisa “ter a capacidade de liderar moralmente” o debate no Congresso.

O governador gaúcho defende idade mínima de 60 anos para ministros do Supremo, o que traria uma espécie de mandato de 15 anos, devido ao limite para aposentadoria aos 75, e também uma limitação maior a decisões monocráticas. Ratinho fala em origem exclusiva na magistratura e vedação a familiares em escritórios de advocacia que atuem na Corte. Caiado, por sua vez, entende que a pauta está vinculada ao voto para senador e naturalmente deve andar em 2027, assim como o fim dos penduricalhos no Judiciário.

“O assunto hoje está ‘fulanizado’ entre gostar ou não de um ministro ou um presidente da Câmara. Tem que tratar de forma institucional e, acima de tudo, estamos num regime presidencialista: o presidente tem que ter autoridade moral para sentar à mesa e fazer avanços institucionais”, repetiu o paranaense.

Caiado retomou o mantra ao criticar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a jornada de trabalho 6×1, referente a seis dias trabalhados para um de descanso. Segundo ele, trata-se de uma medida “demagógica” do governo Lula que coloca deputados e senadores contra a parede em ano eleitoral.

“Se tivesse um presidente sério, honesto e responsável, essa matéria seria pautada? Algum deputado ou senador, a partir dessa tese vendida por eles, de que você vai trabalhar menos e ganhar o mesmo tanto, vai votar contra? Então, veja bem a pegadinha. Não tem responsabilidade para ser presidente da República”, disse. “Não se governa de joelhos, acovardado, manietado ou encabrestado por outros poderes. Aquela cadeira precisa voltar a ter um estadista sentado nela.” (Com informações do Jornal O Globo)

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