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Mundo Artemis II: Nasa gasta cerca de US$ 100 bilhões em nova missão para ir à Lua

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Programa que lança foguete nesta quarta-feira (1), é aposta para enviar humanos ao satélite após 50 anos do fim do programa Apollo

Foto: Nasa
Programa é aposta para enviar humanos ao satélite após 50 anos do fim do programa Apollo. (Foto: Divulgação/NASA)

Após mais de 50 anos sem enviar humanos à Lua, a NASA aposta no programa Artemis para retomar o feito histórico e inaugurar uma nova fase da exploração espacial tripulada. O projeto, que lançou o foguete nessa quarta-feira (1º), deve ultrapassar a marca de US$ 93 bilhões de investimentos (cerca de R$ 465 bilhões), consolidando-se como uma das iniciativas mais ambiciosas da agência nas últimas décadas.

A estimativa consta no relatório do Office of Inspector General da NASA, em uma auditoria realizada em 2021, que reúne gastos desde 2012 e projeções até o final de 2025. O documento detalha a evolução dos custos ao longo dos anos e aponta para a complexidade técnica e logística envolvida no desenvolvimento do programa.

Esse valor inclui o desenvolvimento do foguete Space Launch System (SLS), da cápsula Orion e de toda a infraestrutura necessária para os lançamentos e operações associadas. De acordo com o relatório, cerca de US$ 40 bilhões já haviam sido gastos até 2020, enquanto outros US$ 53 bilhões estavam previstos para o período entre 2021 e 2025, indicando um ritmo elevado de investimento contínuo.

No entanto, nos últimos três anos, apenas US$ 23,5 bilhões foram efetivamente utilizados. Apesar da redução em relação à previsão inicial, outro orçamento da agência, elaborado para 2026, indica a manutenção de aportes significativos, reforçando o compromisso de longo prazo com o programa.

No pedido orçamentário encaminhado à Casa Branca, sede do poder executivo dos Estados Unidos, a agência prevê somente neste ano cerca de US$ 8,3 bilhões para a área de exploração relacionada à Lua e a Marte, valor que integra as iniciativas contínuas do programa Artemis e evidencia a prioridade dada à exploração espacial no planejamento governamental.

O montante total do programa pode se tornar ainda mais elevado, uma vez que a última missão prevista — a Artemis IV — tem previsão de ocorrer até 2030, o que amplia o horizonte de investimentos e desenvolvimento tecnológico associados à iniciativa.

Apollo

Entre 1969 e 1972, a NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) levou 12 pessoas à Lua como parte do programa Apollo, que marcou a história da exploração espacial e consolidou a liderança norte-americana no contexto da corrida espacial.

Segundo um artigo publicado pela “Space Next 50”, a agência gastou aproximadamente US$ 20 bilhões durante o programa — valor que, corrigido para os padrões atuais, corresponderia a cerca de US$ 150 bilhões a US$ 170 bilhões. Com o custo elevado para a época, cortes orçamentários aprovados pelo Congresso dos Estados Unidos contribuíram para o encerramento das missões lunares em 1972.

Apesar de o custo atual do programa Artemis ser cerca de cinco vezes maior que o das missões anteriores em valores nominais, quando ajustado pela inflação, o investimento ainda permanece abaixo do montante destinado ao programa Apollo, evidenciando diferenças de contexto econômico, tecnológico e estratégico entre os dois períodos.

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