Sexta-feira, 05 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Variedades A arriscada volta da Artemis 2: como astronautas pilotaram “bola de fogo” de volta à Terra, passo a passo

Compartilhe esta notícia:

A espaçonave precisava entrar na atmosfera em um ângulo muito específico. (Foto: NASA)

Depois de viajar pela maior distância já percorrida pelo ser humano, os astronautas da missão Artemis 2 tiveram sucesso em uma das partes mais arriscadas da jornada: o retorno à Terra.

A cápsula Orion pousou no oceano Pacífico, perto do litoral de San Diego, no Estado americano da Califórnia, por volta das 21 horas de Brasília desta sexta-feira (10/4).

“Na verdade, venho pensando na reentrada desde 3 de abril de 2023, quando fomos designados para esta missão”, declarou recentemente do espaço o piloto da Artemis 2, Victor Glover.

“Ainda nem comecei a processar tudo o que aconteceu… e pilotar uma bola de fogo pela atmosfera é algo extremamente profundo.”

O retorno, passo a passo
No seu último dia completo no espaço, a tripulação começou a se preparar para o retorno à Terra, estudando os procedimentos de reentrada e pouso. Eles também experimentaram suas roupas de compressão, que podem ajudar a evitar vertigens na volta à gravidade terrestre.

O módulo da tripulação e o módulo de serviço se separaram cerca de 20 minutos antes que a Orion atingisse a atmosfera superior da Terra.

A cápsula, então, se virou, para que seu escudo térmico pudesse suportar a maior parte das ardentes temperaturas geradas e manter os astronautas em segurança no seu interior.

A espaçonave precisava entrar na atmosfera em um ângulo muito específico. O professor Chris James, do Centro de Hipersônica da Universidade de Queensland, na Austrália, explica que existe uma margem de erro, mas é muito pequena — um grau para mais ou para menos.

‘Começa a diversão’
O diretor de voo da Artemis 2, Rick Henfling, explicou durante uma entrevista coletiva na quarta-feira (8/4) que a Orion atingiria a interface de entrada a uma altitude de 122 km. “É ali que realmente começa a diversão”, segundo ele.

À medida que a Orion se arremessou pela atmosfera, seu escudo térmico foi exposto a temperaturas de cerca de 2.700 °C, equivalentes à metade do calor da superfície do Sol.

Houve muita preocupação com o escudo térmico, pois ele foi seriamente danificado durante a primeira missão Artemis, não tripulada. Mas os engenheiros conseguiram resolver o problema, ajustando o ângulo de reentrada na atmosfera.

Logo após a reentrada, a cápsula perdeu completamente o contato com a Terra por seis minutos.

James explica que, durante a descida pela atmosfera, o aquecimento do ar causado pela espaçonave faz com que elétrons sejam arrancados dos átomos de oxigênio e nitrogênio, formando um plasma eletricamente carregado que bloqueia os sinais de rádio.

Reduzindo a velocidade

A espaçonave entrou pela atmosfera da Terra a mais de 40 mil km/h. E, para reduzir a velocidade, a primeira etapa foi usar a própria atmosfera como freio.

A cápsula Orion é projetada para não ser aerodinâmica. Por isso, “ela atinge a atmosfera literalmente como um tijolo voador e usa essa força de arrasto da própria atmosfera para reduzir sua velocidade”, afirma James.

Os veículos não tripulados podem entrar na atmosfera em cerca de um minuto, a uma força de cerca de 100 Gs. Mas ele explica que os seres humanos não conseguem sobreviver nessas condições.

Para que a tripulação possa suportar a descida, entrar em ângulo faz com que ela possa levar cinco minutos em vez de um, reduzindo a força G a que eles serão expostos.

Com a espaçonave em segurança, diversos paraquedas foram abertos em sequência para reduzir a sua velocidade.

Os paraquedas de desaceleração são projetados para estabilizar e reduzir a velocidade da espaçonave antes da abertura dos paraquedas principais. A queda no oceano ocorreu a 32 km/h.

Uma equipe de resgate aguardava os astronautas, perto do litoral da Califórnia.

Airbags laranja brilhantes se inflaram para ajudar a manter a cápsula na vertical, permitindo a saída da tripulação em segurança. Com informações da BBC News.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Variedades

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Filho de Gugu homenageia apresentador, que completaria 67 anos
Netflix anuncia filme de Raphael Montes com Paolla Oliveira no elenco; conheça história
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x