Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de março de 2016
Os promotores que denunciaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela ocultação do triplex no Guarujá (SP) informaram que 20 testemunhas confirmaram que o apartamento era destinado à família do petista. Entre elas estão funcionários do próprio edifício e o dono da empresa contratada para reformar o imóvel.
Segundo a Promotoria, um documento enviado em 2011 pela construtora OAS ao Conselho Superior do MP (Ministério Público) de São Paulo informava já não haver unidades à venda no prédio. Essa seria uma das provas de que Lula ocultou a posse do apartamento.
Originalmente, o empreendimento imobiliário pertencia à Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), que entrou em crise financeira e o repassou à OAS em 2009. Os cooperados tiveram então 90 dias para decidir se continuariam com a OAS. Só em novembro de 2015 Lula desistiu de ter um imóvel no prédio.
“Desde sempre, a unidade esteve reservada para Lula e a OAS jamais a negociou”, disse o promotor Cássio Conserino. Ele e os colegas entendem que Lula praticou lavagem de dinheiro ao não informar a posse, além de incorrer em falsidade ideológica por declarar a cota de um apartamento menor no mesmo edifício. A denúncia ainda precisa ser analisada pela Justiça paulista, que pode rejeitá-la, acolhê-la parcial ou integralmente. Se condenado, Lula pode receber pena de até dez anos de prisão.
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