Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de março de 2016
O promotor Cássio Conserino, integrante da equipe do MP (Ministério Público) de São Paulo que denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua mulher Marisa Letícia e seu filho Fábio Luiz, por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, recusou-se a falar, durante a entrevista coletiva de ontem à tarde, se houve um pedido de prisão preventiva do líder petista. “Só vamos falar sobre a denúncia”, respondeu.
A acusação, apresentada na quarta-feira, atinge 16 investigados pelo MP paulista. A lista inclui o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o empresário Léo Pinheiro, da construtora OAS e amigo de Lula, além de ex-dirigentes da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo).
A Promotoria sustenta ter indícios suficientes para afirmar que o ex-presidente cometeu os crimes ao ocultar a propriedade de um apartamento triplex no Guarujá (SP), oficialmente registrado em nome da OAS. Lula apresentou sua defesa por escrito no inquérito, reiterando não ser dono do imóvel.
A investigação, porém, concluiu que a empreiteira bancou reforma de 777 mil reais no imóvel, entre abril e setembro de 2014. Quando se reelegeu presidente, em 2006, Lula declarou possuir cota de 47 mil reais na Bancoop. Com problemas de caixa, a cooperatova repassou o empreendimento à OAS. (AE)
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