Domingo, 28 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de abril de 2026
O Brasil colherá uma nova safra de grãos recorde neste ano, segundo novas estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção deve totalizar um ápice de 348,4 milhões de toneladas em 2026, uma alta de 0,7% em relação a 2025, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de março.
O resultado equivale a 2,3 milhões de toneladas a mais do que no ano passado, quando a colheita alcançou o maior volume já visto. Em relação ao levantamento de fevereiro, houve revisão para cima na estimativa, a safra de 2026 será 1,2% maior, 4,3 milhões de toneladas a mais.
O desempenho será turbinado por uma produção também recorde de soja: 173,7 milhões de toneladas. Em relação a 2025, a colheita de soja deve crescer 4,6%.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca Carlos Barradas, gerente do levantamento do IBGE, em nota.
A área de soja deve ocupar 48,3 milhões de hectares, com rendimento médio de 3.603 kg/ha, 3,6% maior que o do ano anterior.
No milho, a projeção é de crescimento de 13,7% para o milho 1ª safra, mas redução de 6,0% para o milho 2ª safra.
Por ora, ainda são esperados decréscimos ante o desempenho de 2025 na produção de:
* Algodão (-11,9%)
* Arroz (-10,4%)
* Trigo (-5,7%)
* Milho (-2,4%)
* Feijão (-2,0%)
* Sorgo (-0,2%)
Área colhida
A área a ser colhida na safra agrícola de 2026 deve alcançar 83,2 milhões de hectares, 1,6 milhão a mais do que o desempenho de 2025, um aumento de 2,0%. Em relação à projeção de fevereiro, houve uma elevação de 265.837 mil hectares na estimativa da área colhida.
Quanto aos principais produtos, são esperados aumentos de 1,0% na soja; de 3,3% na do milho (aumentos de 10,3% no milho 1ª safra e de 1,6% no milho 2ª safra); e de 7,0% na do sorgo. Na direção oposta, há projeção de declínios de 6,9% na área do algodão herbáceo; de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.
Vigor econômico
Com expansão em todos os grandes setores da economia urbana, o desemprego ficou em 5,8% da força de trabalho no trimestre encerrado em fevereiro. Foi essa a menor taxa para esse período na série iniciada em 2012. Embora a desocupação tenha sido maior que a do período terminado em janeiro (5,4%), o rendimento médio mensal do trabalhador, R$ 3.679, bateu mais um recorde, superando por 5,2% o de um ano antes.
No período encerrado em fevereiro de 2025, os desempregados eram 6,8% da população ativa. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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