Terça-feira, 21 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 20 de abril de 2026
Viajantes brasileiros que entrarem em países da Europa não terão mais seus passaportes físicos carimbados. Uma mudança no controle de fronteiras da União Europeia fez com que todo o processo de documentação, tanto na entrada quanto na saída, agora seja feito digitalmente.
O novo sistema oficial de registros de imigração, EES (Entry/Exit System), é completamente automatizado. Ele registra a chegada de turistas nos países do chamado Espaço Schengen, uma zona de livre circulação na Europa que abrange 29 países (todos da União Europeia, exceto Chipre e Irlanda, com a adição da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) que aboliram controles nas fronteiras internas.
Além de registrar a entrada e saída dos viajantes, o sistema também armazena as recusas de entrada, informou a UE, responsável pela administração das fronteiras no espaço. O EES é um precursor do novo sistema ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem), que será o “visto europeu eletrônico”, previsto para ser lançado no último trimestre de 2026.
O que muda para o turista brasileiro?
Agora, não existe mais carimbo no passaporte, seja ele biométrico ou não.
Na primeira vez visitando um país europeu desde o início da implementação do novo sistema, o viajante terá que fornecer seus dados pessoais, foto e impressão digital no controle de imigração. O passaporte não é mais carimbado
Esse processo pode ser agilizado ao registrar antecipadamente seus dados no autoatendimento presencial ou pelo aplicativo “Travel to Europe” até 72 horas antes do embarque.
Já a partir da segunda vez viajando a um país europeu, depois de já ter seus dados cadastrados, não será necessário refazer a coleta de informações no controle. O turista poderá registrar sua entrada no país em um totem de autoatendimento, e, se o ficheiro digital do viajante não indicar nenhum impedimento à sua circulação, ele não precisará passar por um agente de imigração.
Além disso, ficam disponíveis ferramentas práticas para o viajante, conforme informa a UE. Agora, é possível consultar exatamente quantos dias de permanência você ainda tem através de um aplicativo online oficial ou em pontos específicos de passagem de fronteira.
As informações registradas no sistema incluem:
Dados do passaporte;
Locais e datas de entrada e saída;
Cálculo automático dos dias de permanência no Espaço Schengen.
Por outro lado, quem se recusar a fornecer seus dados biométricos terá a entrada negada no território dos países europeus que utilizam o EES.
Os dados vão ficar armazenados por um período de três anos, podendo ser estendido para cinco anos caso o passageiro extrapole o tempo de estadia autorizado. O sistema também indica de forma automática quando o viajante já violou o limite de 90 dias de estadia.
Quem está isento do novo sistema
Nem todos os viajantes precisam se registrar no EES. Segundo a UE, estão isentos:
Portadores de cartões de residência ou vistos de longa duração;
Nacionais de Andorra, Mônaco, San Marino e portadores de passaporte do Vaticano;
Pessoas que viajam para fins específicos, como pesquisadores, estudantes ou em transferências intra-corporativas;
Tripulantes de trens internacionais.
A UE justifica a coleta de dados afirmando que, com isso, será capaz de reforçar a eficiência da gestão das fronteiras externas, facilitar a gestão dos fluxos migratórios, identificar viajantes que não têm o direito de entrar, que excederem o período de permanência permitido, viajantes que utilizam identidades ou passaportes falsos, e ajudar a prevenir, detectar e investigar crimes terroristas e outros crimes graves. Com informações do portal Valor Econômico.
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