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Cláudio Humberto Voto virtual torna prédio da Câmara quase obsoleto

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Sob a presidência Hugo Motta (Rep-PB), a Câmara dos Deputados consolidou o modelo de gestão das emendas parlamentares como instrumento de poder e disciplina partidária. Implantou-se a “coleira virtual”, no dizer de um deputado, em que se usa tecnologias avançadas para reforçar práticas políticas arcaicas, e como ferramenta de mando. A liberação das emendas obedece a uma matemática implacável: cada voto alinhado à orientação do Líder da bancada rende uma fatia do bolo.

Tudo sob controle
Liberar ou reter recursos para controlar votações não é coerção explícita, é um mecanismo silencioso, mensurável e, por isso, ainda mais eficaz.

Voto home office
Leis são aprovadas pelo celular até em sessões remotas, muitas vezes na calada da noite ou às vésperas de recesso, com plenário vazio.

Motta no nirvana
Onde o plenário se esvazia e os debates se tornam relíquia, resta um legislativo domesticado. Um modelo que é o nirvana para quem manda.

A pão e água
O parlamentar que diverge, que se ausenta ou que vota contra a “orientação do partido” simplesmente vê o fluxo de verbas secar.

Jair Bolsonaro completa um mês de domiciliar
A partir deste domingo (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa um mês de “prisão domiciliar humanitária”. Agora faltam 60 dias no prazo concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes até que a condição seja reavaliada. O objetivo da domiciliar, diz a decisão, é a recuperação do ex-presidente do quadro de broncopneumonia, mas destaca que haverá “reavaliação periódica”.

Tempo voa
A domiciliar por prazo de 90 dias começou em 27 de março e vai até 25 de junho. Se não for renovada, Bolsonaro volta à prisão da Papudinha

Outras consequências
Bolsonaro também está proibido de usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação, direta ou indiretamente, ou por meio de terceiros.

Avaliação
Com problemas de saúde crônicos, “não há como fazer [a domiciliar temporária] funcionar”, avalia o deputado e médico Osmar Terra (PL-RS).

Legislação ignorada
Este ano ainda teremos presos provisórios votando nas eleições, foi o que decidiu o Tribunal Superior Eleitoral. A decisão do TSE contraria o que foi aprovado pela Lei Antifacção, sancionada em fevereiro.

Reforma genérica
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) não leva muita fé na “reforma do judiciário” proposta pelo ministro Flávio Dino, “sem dizer como, sem foco no STF e ignorando o principal: transparência e ética na própria Corte.”

Nesta segunda
Maior feira de agronegócios do Brasil, a Agrishow será o cenário da primeira aparição pública da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep).

Indicação arrastada
Caminha para o fim a novela da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina e votação no Senado está marcada para quarta-feira (29).

Método
Para o senador Rogério Marinho (PL-RN), a indicação de Jorge Messias ao STF é um alerta à democracia. “Quem filtrou críticas e censurou adversários do governo Lula não pode ser uma indicação aceitável”.

Suspeita
Segundo Bia Kicis (PL-DF), há “fortes suspeitas” de que o delegado da PF que agiu contra Alexandre Ramagem nos EUA tem ligação com o caso Filipe Martins, assessor de Bolsonaro cuja entrada naquele país, que não aconteceu, justificou sua prisão e condenação por “golpe”.

É problema
Valdemar Costa Neto disse que a proibição de visitação ao ex-presidente Jair Bolsonaro representa um problema para o PL, e tem sido a origem de diversos desentendimentos dentro do principal partido de oposição.

E o gabinete?
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), reagiu à informação desta coluna que aponta gastos de quase R$7 milhões do governo Lula com propaganda no Facebook e Instagram, em apenas 30 dias: “Deve ser o tal ‘gabinete do ódio’ que falam”.

Pensando bem…
…“reforma” do Judiciário sem incluir o STF não é reforma, é maquiagem.

PODER SEM PUDOR
Poliglota para que te quero
Tancredo Neves se preparava para disputar a Presidência da República, no Colégio Eleitoral, quando o deputado Milton Reis (MG) o procurou para pedir a nomeação de um jovem talentoso para o comitê. “Ele é muito preparado, esforçado, conhece bem a política…”, dizia, enquanto Tancredo mordia a ponta da gravata. “Vai ajudar muito, fala sete línguas”. “Sobre o quê?” interrompeu Tancredo, soltando a gravata da boca. O deputado não entendeu a pergunta e o candidato explicou: “Tem um porteiro lá do Hotel Normandy que fala muito bem onze línguas. Mas só sabe falar sobre hospedagem…”

Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
Instagram: @diariodopoder

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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vanderlei stefani
26 de abril de 2026 19:58

A farsa do Bolsonaro moderado: por que a elite se divide no apoio a Flávio
Ao contrário do que Flávio tenta vender, não há um Bolsonaro moderado — há apenas um projeto de poder, um oportunismo eleitoreiro

ochoavanderlei@gmail.com
26 de abril de 2026 10:59

Colunista puxa-saco da direita golpista em apoio incondicional aos partidos da direita golpista. Usa a mídia concedida pelo estado para politicagem barata. Colunista cabo eleitoral da direita golpista fez parte do governo mais corrupto de todos os tempos, o governo COLLOR. COLLOR preso por corrupção até hoje. Será que o colunista faz visitas ao seu amigo COLLOR?. Agora está com jair MESSIAS preso por tentativa de golpe. Pede para o XANDÃO que libera sua visita ao golpista, colunista. Quem sabe, né?

vanderlei stefani
26 de abril de 2026 09:45

Efeito Caiado (extrema direita)
Compra de mina de terras raras por americana atrasa Brasil em 15 anos…

Adalberto Meneguzzi
26 de abril de 2026 10:06
Responder para  vanderlei stefani

Melhor é vender para a China, né?!

Vitor
26 de abril de 2026 10:16
Responder para  Adalberto Meneguzzi

A Chine é a queridinha da esquerda antissemita & nazista (junto com Irã e Rússia)… ela está bem contente com o fim da escala 6X1, pois poderá ainda mais inundar nosso país com seus produtos…

vanderlei stefani
26 de abril de 2026 08:47

O bolsonarismo entrou em 2026 como quem abre inventário antes de o defunto esfriar.

Flávio tenta posar de herdeiro moderado. Eduardo vigia a pureza da seita. Michelle protege o próprio capital político. Nikolas não quer virar office-boy algorítmico da família. Jair Renan aparece no enredo e leva de Nikolas a delicada avaliação zoológica de “toupeira cega”. Allan dos Santos, lá de fora, segue dando sermão de bravura patriótica com o conforto térmico de quem não está exatamente na fila da Papuda. E até maquiador virou analista de sucessão dinástica.

vanderlei stefani
26 de abril de 2026 08:45

As últimas entrevistas do miliciano Flávio Rachadinha Bolsonaro, deixa muito claro o projeto, é transformar o Brasil em uma colônia do Ditador Trump!!

Adalberto Meneguzzi
26 de abril de 2026 10:07
Responder para  vanderlei stefani

Melhor continuar com o ditador Xi, e demais comunistas, né?!

Eloa Gute
26 de abril de 2026 08:06

Com esse voto virtual ninguém mais trabalha, sai para passear em viagens com dinheiro público. Porqu não acabam com isso??

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