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Política Oposição celebra derrota histórica do governo no Senado

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Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O plenário do Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Imagens divulgadas pela própria TV Senado mostraram a comemoração da oposição ao governo Lula após o resultado. Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.

Para o líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), a rejeição ao nome de Jorge Messias representa uma derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante”, afirmou.

Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo. A nova indicação precisará ser validado pelo Senado.

Messias é a terceira indicação do governo Lula para o STF neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino chegaram à Corte. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a indicação de Messias por 16 votos a 11.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou a rejeição.

“A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável”, disse o ministro em uma rede social.

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, disse em entrevista – ao lado de Messias – que o indicado era o melhor nome, na avaliação do governo, e que “cabe agora ao Senado explicar as razões dessa desaprovação”.

“Cabe a nós aceitarmos o resultado com a maior serenidade possível”, disse Guimarães. “Em nome do governo do presidente Lula, nós queremos saudar este momento e dizer que aceitamos a decisão do Senado. Cabe portanto ao Senado explicar as razões que levaram a maioria a não aprovar uma das melhores indicações da República.”

Líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que recebeu o placar com “surpresa”. “Cada um vota como quer”, afirmou.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, atribuiu a derrota à “pressão do processo eleitoral” e disse que Lula vai realizar nova indicação.

Questionado sobre um possível papel do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no resultado, Randolfe descartou “em absoluto”.

“Era natural que a votação fosse apertada em qualquer tipo de indicação. Essa é a circunstância do Senado atualmente, diante dessa polarização e sobretudo pelo processo eleitoral”, disse o senador.

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JORGE SOUZA
29 de abril de 2026 21:33

PERDE INCLUSIVE A LEGITIMIDADE PARA CONDUZIR UM PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO NA CASA, ESSA FRASE MOSTRA O QUE É A POLÍTICA BRASILEIRA, NÃO SEI SE O MESSIAS ERA QUALIFICADO PARA SER MINISTRO, MAS PELO JEITO O SENADO APROVA OU NÃO DEPENDENDO DA NEGOCIAÇÃO, O MELHOR PARA OS SENADORES É O RODRIGO PACHECO, QUE É POLÍTICO E NA HORA DE JULGAR, VAI PENSAR COMO UM POLÍTICO, E AI VAI ABRANDAR

Eloa Gute
29 de abril de 2026 20:59

Só olha a cara e a boca do ladrão, que abraçou Mecias antes dos votos, que cara ordinário

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