Sábado, 02 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Projeto de Lei da Dosimetria: base do governo Lula no Congresso vai recorrer ao Supremo, diz líder do PT

Compartilhe esta notícia:

318 deputados e 49 senadores votaram para anular a decisão do presidente Lula.

Foto: Saulo Cruz /Agência Senado
318 deputados e 49 senadores votaram para anular a decisão do presidente Lula. (Foto: Saulo Cruz /Agência Senado)

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou que o partido avalia questionar a constitucionalidade do PL (Projeto de Lei) da Dosimetria e entrar com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal). O objetivo da possível judicialização é anular a derrubada do veto presidencial ao PL 2162/2023, que reduz as penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Em sessão conjunta do Congresso, 318 deputados e 49 senadores votaram para derrubar a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida reacendeu o embate entre governo e oposição sobre os desdobramentos jurídicos e políticos relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes.

“Nosso advogado, a partir dos requerimentos e questões de ordem, não foi atendido pelo presidente, como a primeira que nós estamos questionando a constitucionalidade. Teve processo, amplo direito de defesa, teve julgamento do Supremo e, se teve julgamento do Supremo, como a gente vai retroagir. Portanto, a gente tem a leitura de que é inconstitucional e nós já estamos avaliando a possibilidade de judicializar”, afirmou Uczai em entrevista a jornalistas.

Aprovado pelo Congresso no ano passado, o PL da dosimetria foi integralmente vetado por Lula. Na Câmara, para evitar “insegurança jurídica”, o relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), incluiu dispositivo que permite a compatibilidade entre a remição de pena e o cumprimento em prisão domiciliar.

Apesar de mirar as regras de cálculo de penas e de progressão de regime para condenados pelos atos de 8 de janeiro, os efeitos do projeto podem se estender a outros crimes. Atualmente, réus condenados tanto por abolição violenta do Estado Democrático de Direito quanto por tentativa de golpe de Estado têm as penas somadas.

Pelo texto aprovado, passa a valer o chamado concurso formal, no qual apenas a pena mais grave é aplicada, sem a soma das condenações. Além disso, o projeto reduz o tempo mínimo exigido para a progressão do regime fechado ao semiaberto, o que pode acelerar a saída de condenados do sistema prisional.

Ao vetar a proposta, o governo federal argumentou que a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito poderia estimular novas investidas contra a ordem institucional. Segundo o Planalto, a medida representaria um retrocesso no processo de redemocratização e violaria princípios constitucionais fundamentais.

A eventual judicialização do tema deve reacender o debate no STF sobre os limites da atuação do Congresso em matérias já analisadas pela Corte, especialmente em casos que envolvem decisões transitadas em julgado. Especialistas em direito constitucional apontam que o julgamento poderá estabelecer parâmetros relevantes sobre a separação de Poderes e a segurança jurídica no país.

Nos bastidores, integrantes do governo também avaliam o impacto político da medida, diante da repercussão entre diferentes setores da sociedade. Entidades ligadas ao Judiciário e à defesa da democracia têm manifestado preocupação com possíveis mudanças nas punições aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, enquanto parlamentares da oposição defendem a revisão das penas como forma de correção de excessos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

7 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Fernando Krause
1 de maio de 2026 16:07

A extrema esquerda brasileira não queria a anistia dos seus cumpanheros terroristas dos anos de governos militares ?????
Pois é, conseguiram até remuneração para criminosos com a tal “comissão da verdade”…

vanderlei stefani
1 de maio de 2026 10:00

UM CONGRESSO QUE É ELEITO PELO PROCESSO DEMOCRÁTICO, LIBERTA OS GOPISTAS DO 8 DE JANEIRO, OS MESMOS QUE QUERIAM UM GOLPE DE ESTADO CONTRA A DEMOCRACIA, HOJE ELES LIBERTAM OS GOLPISTAS PARA DAR CHANCE AO UM NOVO GOLPE, TODO BRASILEIRO PROGRESSITA TEM UM DEVER EM OUTUBRO COM A DEMOCRACIA.

Luis Henrique Silveira da Silva
1 de maio de 2026 09:33

Olha aí o grande medo do PT e associados, de que o Bolsonaro fique livre , quem faz bem a governancia não deveria ter tanto medo assim de um cidadão que foi acusado de golpe .

Caio Azevedo
1 de maio de 2026 06:20

A dosimetria só vale para os atos do 8 de jan.

roque
30 de abril de 2026 20:19

Batam palmas aí, já que vai ter liberação geral de traficantes, pedófilos, assassinos, ladrões em geral, políticos golpistas e tudo mais. Evviva o golpismo, aliado pela mídia. A midia concorda com todo esse pacote? Acho que sim, porque emplaca a extrema direita.

Jorge Bressan
30 de abril de 2026 23:17
Responder para  roque

kkkkkkk que besteira

box1
1 de maio de 2026 07:23
Responder para  roque

Só na tua cabeça de jumento kkk

Brasil apresenta o menor número de homicídios e latrocínios em dez anos
Fórmula 1 e equipes homenageiam Ayrton Senna nos 32 anos de sua morte
Pode te interessar
7
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x