Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de abril de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nessa quinta-feira (30) liberação de crédito para compra de caminhões e ônibus. Pré-candidato à reeleição, Lula usou o breve discurso para falar sobre o papel do governo como solucionador de problemas e não fez comentários sobre a rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro da Suprema Corte.
“A razão pela qual é preciso existir governo é essa, é para resolver problemas”, afirmou. “Quando não tem problema, não precisa ter governo. Se não tivesse gente passando fome, precisando de melhor saúde, de habitação, não precisava ter governo. Nós seríamos uma sociedade baseada em grupo de ‘zap’. Cada um cuidando da sua vida”, disse.
Ele disse esperar que os fabricantes de ônibus e caminhões consigam reduzir os preços dos veículos e assegurar empregos na indústria, como contrapartidas.
“É fundamental que a gente veja as contrapartidas, a redução no valor dos caminhões, o emprego garantido dos trabalhadores. Na minha analogia do corpo humano, o corpo da economia do país fica saudável em todos os sentidos”, disse.
A cerimônia, realizada no fim da tarde, foi o primeiro evento público de Lula após a sessão do Senado, na noite de quarta-feira (29), que impôs uma vitória inédita ao presidente ao rejeitar o nome de Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Nessa quinta, o governo sofreu outra derrota relevante com a derrubada de vetos ao PL da dosimetria pelo Congresso Nacional.
O presidente anunciou a destinação de R$ 21,2 bilhões ao programa Move Brasil, voltado à renovação da frota de caminhões. Na cerimônia, Lula pediu aos bancos públicos que “olhem com muito carinho” para o programa, ressaltando que isso é essencial para ampliar a captação de recursos. “Se tiver mais procura, a gente vai fazer aparecer dinheiro”, afirmou.
O governo também anunciou um aporte de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), para ampliar o crédito a microempreendedores individuais e empresas de pequeno e médio porte. Esse montante permitirá uma alavancagem de até oito vezes, podendo viabilizar cerca de R$ 16 bilhões em financiamentos aos empresários. As informações são do jornal Valor Econômico e da Agência Brasil.
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