Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de maio de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nessa terça-feira (12), ao chegar à posse do ministro Kassio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que espera uma condução “isenta” e “neutra” da Corte durante as eleições deste ano.
O pré-candidato à Presidência pelo PL classificou como “lamentável” a condução do TSE em 2022, quando o órgão foi presidido por Alexandre de Moraes:
“O que o povo brasileiro viu nas eleições de 2022 foi muito lamentável. O próprio presidente do TSE desequilibrando a disputa. Espero neutralidade, nada além disso.”
Ao ser questionado sobre o que faria se encontrasse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também presente ao evento, Flávio disse que não teria problema em cumprimentá-lo.
“Não vim encontrar com o Lula, não. Vim pra posse no TSE. Se ele passar perto ali, não tem problema nenhum de cumprimentar.”
Flávio ainda falou sobre o que acredita ser a função do TSE.
“O TSE é igual árbitro de futebol, não pode aparecer no jogo. Quando aparece muito é sinal que o juiz está errando demais. Tenho certeza que no voto a gente tira esse câncer chamado PT da Presidência e o Brasil possa voltar a ter esperança e resgatar o caminho da prosperidade.”
Posse
Com a presença de ministros, parlamentares, magistrados, além do presidente Lula e de Flávio Bolsonaro, adversários na disputa à Presidência da República, Kássio Nunes Marques assumiu na noite dessa terça a cadeira de presidente do TSE, de onde irá liderar o pleito deste ano.
Na solenidade, Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sentaram lado a lado na mesa de autoridades. Próximo também estava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em auditório lotado por integrantes dos Três Poderes.
Esse é o primeiro encontro público entre Lula e Alcolumbre desde a derrota histórica que o Senado impôs ao Planalto ao rejeitar a indicação de Jorge Messias para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de abril.
Nunes Marques assume o cargo com a defesa da urna eletrônica como uma de suas principais bandeiras, movimento que contraria expectativas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), responsável por sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O sistema de votação foi alvo de ataques reiterados do bolsonarismo nas últimas eleições, que culminaram, inclusive, na condenação e inelegibilidade do ex-presidente. (Com informações do jornal O Globo)
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