Sábado, 16 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Secretário-executivo do Ministério da Casa Civil de Bolsonaro recebeu de refinaria de petróleo R$ 1,3 milhão, segundo a Polícia Federal

Compartilhe esta notícia:

Investigação da PF indica que Jonathas Assunção tinha "empresa de passagem" em esquema da Refit. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado

As investigações da Polícia Federal (PF) que levaram à Operação Sem Refino, deflagrada nessa sexta-feira (15), apontam que um ex-auxiliar do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) recebeu R$ 1,3 milhão de empresas do grupo Refit, do empresário Ricardo Magro.

Jonathas Assunção foi secretário-executivo da Casa Civil quando Nogueira comandava a pasta, no governo Jair Bolsonaro (PL). Foi indicado pelo então ministro para representá-lo no conselho de administração da Petrobras.

Depois, passou a atuar pela Refit, sendo identificado no mercado como responsável pelas relações institucionais. Em novembro, já havia sido alvo de busca e apreensão na Operação Poço de Lobato.

O que se conta no setor é que sua ida para a Refit ocorreu por sugestão de Ciro, por ser próximo a Ricardo Magro. Em entrevista à Folha em 2025, Magro chamou o senador de amigo, mas descartou qualquer possibilidade de usar a proximidade para obter favorecimentos em seus negócios.

Segundo as investigações, o esquema do grupo de Ricardo Magro utilizou “empresas de passagem” para fazer o dinheiro circular e apagar rastros financeiros, dificultando a identificação das ilegalidades.

A mais importante seria a Sary Consultoria e Participações Ltda., que é vinculada a Assunção. A Sary foi aberta em 17 de março de 2025 com um capital social de apenas R$ 1.000. A investigação identificou que, 14 dias depois, recebeu R$ 1,3 milhão.

Os valores tiveram como origem empresas do grupo Refit e coligadas, como Roar Inovação, Fera Lubrificantes e Flagler. Em seguida, os recursos foram transferidos para a conta pessoal de seu beneficiário final, Jonathas Assunção.

A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes autorizou busca e apreensão em sua residência.

O senador apresentou emendas que poderiam favorecer Magro durante as discussões do projeto de lei do devedor contumaz, que mirou justamente grupos econômicos que sobreviviam sem recolher impostos. Criticadas pelo mercado, as emendas abrandavam penas para empresas de setores regulados, como o petróleo.

No início do mês, Ciro Nogueira foi alvo de outra operação da PF, por suspeitas de envolvimento no caso do Banco Master. Ele sofreu busca e apreensão, acusado de ter contas pagas pelo dono do banco, Daniel Vorcaro, a quem também beneficiaria com um projeto no Congresso Nacional. (Com informações da Folha de S.Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Sergio Moro sai em defesa de Flávio Bolsonaro e assina CPI do Banco Master
Presidente do partido de Bolsonaro apresenta queixa-crime no Supremo contra ex-ministro de Bolsonaro
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x