Domingo, 17 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de maio de 2026
A sonda Psyche, da Nasa (agência espacial norte-americana), passou na última sexta-feira (15) a 4,5 mil quilômetros de Marte. O “rasante” pelo Planeta Vermelho tinha um objetivo: dar a sonda um impulso gravitacional para se colocar na rota final de sua viagem ao maior asteroide rico em metais do Sistema Solar – considerado o núcleo remanescente de um antigo protoplaneta.
A sonda foi lançada em outubro de 2023 em uma missão de exploração ao asteroide de mesmo nome da missão: Psyche. São 3,5 bilhões de quilômetros até a sonda alcançá-lo, o que deve ocorrer dentro de três anos. O destino da missão fica na borda externa de um cinturão de asteroides localizado entre Marte e Júpiter.
O sobrevoo a Marte e o impulso gravitacional foram programados para que a sonda economize combustível (no caso, gás xenônio propelente). Mas a equipe de operações da Psyche também usou o encontro com Marte para calibrar instrumentos científicos da sonda, entre eles, câmeras especiais. “Estamos na trajetória certa para o sobrevoo”, contou Sarah Bairstow, chefe da missão Psyche no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Los Angeles, em um comunicado à imprensa antes da passagem por Marte.
Do tamanho de uma van pequena, a sonda deve chegar a Psyche em agosto de 2029 e orbitá-lo por 26 meses, tempo durante o qual escaneará o asteroide para medir sua gravidade, propriedades magnéticas e composição.
Primeiro asteroide desse tipo a ser estudado de perto por uma sonda, Psyche é composto em grande parte por ferro, níquel, ouro e outros metais – em volume suficiente para um valor monetário hipotético na casa dos US$ 10 quatrilhões. Segundo os cientistas, porém, a missão não tem por objetivo a mineração espacial dos metais. A meta é aprofundar o conhecimento sobre a formação da Terra e de outros planetas rochosos com núcleos formados por metais fundidos.
O núcleo da Terra é considerado quente demais para um estudo direto.
O asteroide foi descoberto em 1852 e batizado em homenagem à deusa que personifica a alma humana na mitologia grega. Psyche é o maior dos asteroides conhecidos cujos núcleos são formados por metais fundidos e rochas. A principal hipótese é que Psyche tenha sido o núcleo interno de um planeta recém-formado e rapidamente destruído por colisões com outros corpos celestes ainda no início da formação do Sistema Solar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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