Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul RS aguarda para esta quarta-feira mais 536 mil doses de vacina contra gripe

Compartilhe esta notícia:

Baixo índice de procura ainda preocupa as autoridades. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) aguarda para esta quarta-feira (27) o envio, pelo governo federal, de um novo lote de vacina contra gripe. São 536 mil doses, com destino às 497 prefeituras gaúchas. Com a remessa, o Rio Grande do Sul terá recebido cerca de 3,4 milhões de unidades do imunizante neste ano – número que deve chegar a 5,2 milhões até o encerramento da atual campanha.

Disponível de forma gratuita em todos os postos das redes municipais de saúde, a vacina é segura e eficaz contra três variantes do vírus influenza, responsável pela gripe. Quem recebe o imunizante pode contrair a doença, mas com riscos bem menores de agravamento do quadro, que pode levar a hospitalização ou mesmo óbito.

Desde o início da ofensiva, em 28 de março, cerca de 2 milhões de gaúchos foram imunizados contra gripe. A cobertura dos principais grupos prioritários ainda está bem abaixo do índice de 90% preconizado pelo Ministério da Saúde, tanto no geral quando por segmento populacional.

– Idosos (faixa a partir dos 60 anos): 45,2%.

– Crianças de 6 meses a 6 anos incompletos): 23,5%.

– Gestantes: 43,2%.

– Índice geral: 41%.

A campanha segue direcionada exclusivamente aos públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde: indivíduos a partir dos 60 anos, crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde, educação e segurança pública, pessoas com comorbidade ou deficiência, população em situação de rua, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, portuários e funcionários dos Correios.

Gestantes, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência podem apresentar autodeclaração. Crianças devem levar a caderneta de vacinação. Os demais grupos precisam apresentar documento que comprove a condição, como crachá funcional, receita médica ou carteira de trabalho.

Os dados mais recentes de hospitalizações por gripe no Rio Grande do Sul reforçam a importância de proteger os grupos mais vulneráveis, especialmente crianças e idosos. Em 2026, o Estado já registrou 782 internações por síndrome respiratória aguda grave causadas pelos vírus da influenza A (H1N1 e H3N2) e B.

Na média, sete em cada dez internações foram de crianças com até 4 anos e idosos. Nos óbitos, o impacto entre os idosos é ainda maior: oito em cada dez casos fatais da gripe no Estado tiveram como vítimas pacientes de 60 anos ou mais.

Baixa cobertura na Capital

Mesmo com oferta gratuita de vacinas nos postos da rede municipal, em Porto Alegre a campanha de imunização contra gripe continua abaixo da meta de cobertura preconizada pelo Ministério da Saúde para grupos prioritários (crianças, idosos e gestantes), que é de 90%. Estatística oficial atualizada na segunda-feira (25) indicava um índice médio inferior a 49%, fato que preocupa as autoridades.

Na faixa de 6 meses a 6 anos incompletos a participação era a mais baixa: dos 72.693 pequenos habitantes da capital gaúcha aptos ao procedimento, somente 18.886 receberam a dose, o que representa 26% de alcance. Também foram imunizadas 4.211 das 9.638 grávidas (43,7%), ao passo que 170.665 dos 315.894 cidadãos a partir dos 60 anos receberam o fármaco (54%).

O titular da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Fernando Ritter, reforça a preocupação com a baixa procura, especialmente entre as crianças: “Estamos entrando no período de maior circulação dos vírus respiratórios e ainda temos cobertura muito aquém do esperado entre as crianças, especialmente vulneráveis a complicações da doença. A vacinação é segura, gratuita e eficaz como principal forma de evitar casos graves, hospitalizações e óbitos”.

A diretora da Atenção Primária à Saúde da pasta, Vânia Frantz, alerta para a importância da prevenção antes da chegada do inverno (em 21 de junho). “A vacina leva cerca de 15 dias para garantir a proteção adequada. Por isso, é fundamental que os grupos prioritários procurem as unidades de saúde o quanto antes, reduzindo o risco de agravamentos, internações e sobrecarga nos serviços de saúde durante o inverno”.

O imunizante está disponível em todas as 132 unidades de saúde de Porto Alegre. Destas, 19 funcionam em turno estendido até as 22h, ampliando o acesso da população. O imunizante oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é trivalente e protege contra as variantes A H1N1, Influenza B e A H3N2.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Paulo
26 de maio de 2026 11:57

Não aprendem, o negócio é liberar a vacina para todos mundo de uma vez só, ficam com essa de “grupos prioritários” que entram ano e saem ano e não mostram interesse em se vacinar, já estamos a beira do inverno com várias pessoas que não são dos grupos prioritários doentes ou em vias de adoecer porque não liberaram a vacina ainda. Todo o ano é a mesma coisa, sobram vacinas e o resto do povo querendo se vacinar e não pode. Mudem a forma de aquisição das vacinas e liberem para toda a população antes do inverno. Os hospitais estão… Leia mais »

Filme sobre Bolsonaro virou “comédia de erros” que ameaça candidatura de Flávio, diz o Financial Times
Roteiro cultural: jovens de programa estadual conhecem legado das Missões Jesuíticas no RS
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x