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Geral A influenciadora e advogada Deolane Bezerra terá de remover o mega hair para permanecer na penitenciária

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Em nota, a SAP informou que "todos os presos do estado estão sujeitos às normas do sistema prisional paulista". (Foto: Reprodução)

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra terá de retirar o mega hair (aplique de cabelo) para permanecer na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, disseram policiais penais da unidade.

Segundo os relatos, o procedimento é adotado por questões de segurança. Os agentes apontaram que o cabelo alongado poderia representar “risco de fuga”, não necessariamente da acusada. Piercings também não são permitidos na unidade.

Depois de passar pela penitenciária na capital, onde policiais penais denunciaram supostas regalias concedidas à influenciadora, Deolane foi transferida para o interior do estado.

Os policiais disseram, ainda, que a influenciadora está em uma ala destinada a presos advogados, em celas chamadas de Estado Maior, e que ela não divide espaço com presas comuns, tampouco mantém contato com as demais detentas da unidade.

Além disso, Deolane estaria utilizando uniforme padrão e os mesmos itens fornecidos às outras presas, como toalhas, cobertores, lençóis, travesseiros e colchões.

Em nota, a SAP informou que “todos os presos do estado estão sujeitos às normas do sistema prisional paulista”.

Denúncias

O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciou na sexta (22) à SAP supostas regalias concedidas à influencer enquanto ela ficou presa por 14 horas na penitenciária da capital.

Entre os supostos privilégios para a influencer estariam um chuveiro exclusivo, uma cama diferente e alimentação distintos dos oferecidos às demais detentas.

O g1 procurou a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que informou que custodiou a prisão de Deolane “como advogada”, de acordo com a decisão da Justiça. A pasta, no entanto, não respondeu se irá apurar as denúncias feitas pelo sindicato dos policiais penais. A defesa da influencer foi procurada, mas não comentou o assunto.

Questionada pela equipe de reportagem, a Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) informou que “existe previsão legal no Estatuto da Advocacia para que advogados presos preventivamente, ou seja, antes do trânsito em julgado da sentença, sejam recolhidos em sala de Estado-Maior ou, na ausência, em local equivalente, separado dos presos comuns.”

“A Comissão de Prerrogativas da OAB SP acompanha o caso envolvendo a advogada e influenciadora Deolane Bezerra no âmbito da defesa das prerrogativas profissionais previstas em lei, e não por qualquer privilégio pessoal”, diz o comunicado.

Entre os supostos privilégios denunciados pelo Sinppenal estariam:

Improvisação de uma cela especial — destinada a detentas que aguardavam consultas médicas das presas, “preparada exclusivamente para receber” Deolane, que ficou sozinha no local. Como é advogada, ela tem direito a “sala especial”, mas, segundo policiais penais ouvidos pelo g1, a unidade de Santana não dispõe dela, o que obrigaria a influencer a ficar com as demais presas;
Instalação de uma cama de ferro — com colchão, lençol e travesseiro diferentes das camas de concreto, com outros itens para dormir, usadas pelas demais detentas em Santana;

Chuveiro elétrico privativo — segundo a denúncia, o equipamento foi instalado no lugar onde Deolane ficou presa. Pela lei, presas têm direito a tomar banho quente, mas em Santana elas fazem isso em chuveiros coletivos num espaço chamado “pavilhão habitacional”, segundo os policiais penais. A influencer teria ficado isolada das demais detentas;

Reforma e pintura do local — teriam sido feitas como “melhorias estruturais restritas ao alojamento” onde Deolane ficou;

Restrição de acesso de policiais penais — servidores alegaram que foram impedidos de entrar no local onde Deolane estava, “comprometendo a fiscalização e a segurança institucional”;

Recepção pela direção da unidade — policiais penais disseram que um dos diretores recebeu pessoalmente Deolane, o que, segundo eles, configura “tratamento protocolar diferenciado, sem respaldo legal ou regulamentar”. (Com informações do portal G1)

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