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Economia China rejeita acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos Estados Unidos

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Governo chinês afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington

Foto: Freepik
Governo chinês afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington. (Foto: Freepik)

A China afirmou nesta quarta-feira (3) que se opõe a tarifas “unilaterais” e negou as acusações de uso de trabalho forçado, após os Estados Unidos proporem novas taxas sobre as importações de produtos de 60 países, entre eles o Brasil.

Uma investigação comercial dos EUA concluiu que esses países falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs, na noite de terça-feira (2), a aplicação de tarifas adicionais sobre todos os produtos dessas nações.

Em resposta, o governo chinês rejeitou as alegações e afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington. “Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em coletiva de imprensa.

O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação para os países que teriam se omitido no combate ao trabalho forçado:

– 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ao trabalho forçado ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. São eles: integrantes da União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.

– 12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros.

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