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Política Ministro indicado por Bolsonaro ao Supremo julgará no TSE processos do PL e do PT envolvendo pesquisa e filme

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Nunes Marques foi recém empossado como presidente da Corte Eleitoral. (Foto: Carlos Moura/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, ficará responsável por analisar três ações que envolvem o filme “Dark Horse” e uma pesquisa eleitoral realizada pela AtlasIntel. Os processos têm como ponto em comum referências a áudios atribuídos ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e discutem possíveis repercussões eleitorais relacionadas ao conteúdo divulgado.

As ações tratam de diferentes aspectos envolvendo tanto a produção cinematográfica quanto o levantamento de opinião pública. Em linhas gerais, os questionamentos apresentados à Justiça Eleitoral buscam esclarecer se houve potencial influência sobre o eleitorado e se determinadas iniciativas poderiam afetar o equilíbrio da disputa presidencial.

Uma das ações foi protocolada pelo Partido Liberal (PL), que contesta a metodologia utilizada pela AtlasIntel em pesquisa divulgada recentemente. Segundo a legenda, o levantamento teria influenciado os entrevistados ao incluir referências a uma conversa envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Para o partido, parte significativa do questionário abordava o episódio relacionado ao financiamento do filme, o que poderia interferir na percepção dos participantes e, consequentemente, nos resultados obtidos.

A AtlasIntel, por sua vez, nega qualquer irregularidade e sustenta que o teste envolvendo o áudio mencionado foi aplicado apenas após a conclusão da pesquisa principal. De acordo com o instituto, os procedimentos adotados seguiram critérios metodológicos próprios e não comprometeram os dados coletados no levantamento eleitoral.

Além dessa ação, Nunes Marques também será responsável por analisar um pedido apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). O parlamentar solicita a suspensão da exibição do filme “Dark Horse” durante o período eleitoral. Na argumentação apresentada ao tribunal, Correia afirma que a obra poderia gerar desequilíbrio na disputa presidencial ao beneficiar politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e candidatos associados ao seu grupo político.

Outra ação relacionada ao caso foi protocolada pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). O parlamentar pede a abertura de investigação para apurar possíveis abusos de poder econômico e político ligados ao financiamento da produção cinematográfica. O objetivo é verificar se os recursos empregados no projeto poderiam produzir efeitos capazes de influenciar a igualdade de condições entre os concorrentes ao cargo de presidente da República.

Os três processos chegam ao TSE em um momento de reorganização da estrutura de análise das principais demandas eleitorais. Recém-empossado na presidência da Corte, Kassio Nunes Marques assinou uma resolução que concentra nele, no vice-presidente do tribunal, André Mendonça, e na ministra Estela Aranha a apreciação de ações consideradas estratégicas durante a campanha presidencial de 2026.

Entre os temas abrangidos pela medida estão processos relacionados à propaganda eleitoral, pedidos de direito de resposta e outras controvérsias que possam surgir ao longo da disputa. (Com informações da Gazeta do Povo)

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