Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 12 de junho de 2026
Apesar do tom otimista, as declarações revelam que ainda há divergências entre os dois governos sobre os termos do possível acordo.
Foto: FreepikUm acordo para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã pode ser assinado neste domingo (14), em Genebra, na Suíça. A possibilidade foi reforçada nesta sexta-feira (12) pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, que afirmou que um entendimento entre Teerã e Washington está mais próximo do que nunca. A declaração ocorre um dia após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que as duas partes haviam chegado a um consenso para a assinatura de um acordo de paz.
Em publicação na rede social X, Araqchi disse que o chamado “memorando de entendimento de Islamabad” está perto de ser finalizado. Segundo ele, os detalhes do documento serão divulgados apenas quando as negociações forem concluídas.
“O memorando de entendimento de Islamabad nunca esteve tão próximo. Enquanto se aguarda sua finalização, os meios de comunicação devem se abster de especular sobre seu conteúdo”, escreveu o chanceler iraniano.
Apesar do tom otimista, as declarações revelam que ainda há divergências entre os dois governos sobre os termos do possível acordo. Pouco antes da manifestação de Araqchi, Trump acusou o Irã de divulgar informações incorretas sobre o plano de paz por meio da imprensa internacional.
Segundo o presidente norte-americano, os detalhes publicados por veículos de comunicação não correspondem ao que teria sido acertado entre as partes. Em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump criticou o governo iraniano e colocou em dúvida a disposição de Teerã para negociar.
“Com eles, não existe negociação de boa fé. Incrível! É melhor eles se organizarem, e rápido”, escreveu.
Na quinta-feira (11), Trump afirmou que, após dois dias de bombardeios mútuos, Estados Unidos e Irã haviam alcançado um entendimento para encerrar as hostilidades e que um acordo poderia ser assinado ainda neste fim de semana em território europeu. O governo iraniano, entretanto, respondeu que as negociações continuavam em andamento e que não havia decisão final sobre a assinatura do documento.
Mais cedo nesta sexta-feira, a CNN Internacional divulgou informações atribuídas a fontes ligadas ao governo iraniano sobre o conteúdo do memorando. De acordo com a emissora, a proposta prevê um novo cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano.
O plano também incluiria a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte mundial de petróleo. Segundo a reportagem, o Irã deixaria de cobrar taxas de embarcações na região e o fluxo marítimo retornaria gradualmente aos níveis anteriores à guerra. Em contrapartida, os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio naval na entrada do estreito.
Ainda de acordo com a CNN, o memorando prevê a flexibilização progressiva das sanções econômicas impostas ao Irã e o compromisso formal de Teerã de não desenvolver armas nucleares.
Apesar das informações divulgadas, tanto Washington quanto Teerã indicaram que os termos definitivos do acordo ainda não foram oficialmente anunciados.
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