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Colunistas O Pix não é de Bolsonaro, de Lula ou de Trump

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Agora, será permitido aos usuários solicitarem o aumento ou a redução do limite nesta modalidade.(Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O PIX foi uma criação e tanto. Foi bolado dentro do Banco Central do Brasil e – diga-se logo – com toda a certeza nem Lula nem Bolsonaro sabiam de nada. O governo era de Bolsonaro, mas quando lhe perguntaram sobre o PIX deu uma resposta arrevesada, de quem não sabia do que se tratava.

Quer dizer, uma criação genuína, imaginada e executada por técnicos competentes – agentes públicos brasileiros de escol. O presidente do BC era o detestado Roberto Campos Neto que, naqueles tempos, era tido pelo governo como o responsável pelos juros altos no Brasil.

E assim, quase de mansinho, mas com rapidez impressionante, se tornou o meio de pagamento favorito de amplos setores da vida brasileira: encanadores, eletricistas, pintores, cabelereiras, o universo infinito dos trabalhadores autônomos do Brasil – e em breve, de todas as atividades que se dedicam à compra e venda de bens e serviços, inclusive o grande comércio. Uma fórmula mágica de pagar e receber.

Não demorou para que, aqui e ali, aparecessem os pais da ideia genial. Afinal, haviam descoberto um meio de pagamento de simples aplicação, acessível, absolutamente confiável e seguro, gratuito, que servia a todas as categorias e classes.

As big techs – Visa, Mastercard – sentiram o golpe. Tiveram de dar lugar à novidade, perderam dinheiro, muito dinheiro. E que ninguém ousasse tarifá-lo, ameaçá-lo com regulações.

Esse rapaz execrável que é Nikolas Ferreira (PL-MG), usando o razoável argumento da fúria arrecadatória do governo, fez sucesso dando a entender nas redes sociais que se pretendia tributar o PIX. Não era verdade – ou se era, se algo nesse sentido estivesse sendo tramado, tiveram de botar a viola no saco, tal a reação.

O PIX ganhou tal relevância que esse governante intragável que é Trump, certamente instado pelos seus aliados do grande capital, passou a se ocupar do assunto, falando em concorrência desleal.

Os EUA são, por excelência, o país do capitalismo. Um pilar, uma base fundamental, uma virtude essencial do regime capitalista é exatamente a concorrência, a inovação, a liberdade de criar bens e serviços mais eficientes e baratos. Não foi isso que fez o poder e grandeza incontrastável da América? A concorrência, então, só tem sentido e valor se não prejudica os interesses estabelecidos?

Pois o presidente do maior e mais poderoso país capitalista do mundo agora dá combate direto a um produto não apenas mais eficiente e barato, em todas as dimensões como shoppings e grandes lojas, mas ao alcance da mão dos contingentes amplos do subemprego e da informalidade. É uma revolução.

A posição de Trump esquentou o debate sobre os méritos do PIX. Quem teve a ideia brilhante? Flávio Bolsonaro, o candidato da direita a presidente, abusando de seu costume de escamotear a verdade e criar invencionices a seu favor, garante que foi o pai, Jair Messias. É apenas mentira, grossa mentira.

Em meio à balbúrdia, Eduardo Bolsonaro, que não se destaca pela inteligência, sugeriu a troca do PIX pelo sistema Zelle, que existe nos EUA – menos universal, mais burocratizado, menos eficiente. Vamos convir: é sabujice demais.

(titoguarniere@terra.com.br)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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1 Comentário
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Adalberto Meneguzzi
13 de junho de 2026 18:07

Mais uma vez, não conseguiu esconder sua condição de esquerdista sujo!

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