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Educação Mais de 8 milhões de jovens brasileiros não estudam e nem trabalham

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O número de jovens que não estudam nem trabalham no Brasil vem caindo. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Embora venha caindo consistentemente o número de jovens que não estudam nem trabalham no Brasil, os chamados “nem-nem”, o País ainda conta com 8,1 milhões de pessoas de 15 a 29 anos de idade que não estão trabalhando, não estudam no ensino regular e não frequentam nenhum curso de qualificação profissional – o equivalente a 17,5% da população nesta faixa etária (46,6 milhões).

Os dados estão na nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Educação, divulgada nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número total de “nem-nem” supera a população de Santa Catarina, que é de 7,6 milhões, segundo o último Censo, de 2022. Embora a porcentagem ainda seja alta, ela representa uma queda considerável, de 4,9 pontos porcentuais (p.p.), em relação a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam. Trata-se da taxa mais baixa em sete anos.

Para especialistas, os caminhos para reduzir esse contingente de jovens sem ocupação passam por fortalecer o ensino técnico e aperfeiçoar as formações para que fiquem mais alinhadas às demandas do mercado de trabalho.

Nos últimos anos, o País tem observado uma acelerada transição demográfica, com queda de nascimentos e envelhecimento da população. A qualificação dos jovens é uma das principais demandas para elevar a produtividade e a geração de riqueza.

O problema é ainda pior entre as mulheres. Nesta mesma faixa etária, 22,8% não estudam nem trabalham, quase o dobro da porcentagem registrada entre os homens (12,4%). A diferença pode ser explicada porque, no caso delas, muitas deixam de estudar para se ocupar do trabalho doméstico não remunerado ou ainda por causa de gravidez.

O recorte por raça mais uma vez reafirma as desigualdades entre brancos e negros no País. A porcentagem de jovens pretos ou pardos (19,8%) que não estudam, não se qualificam e não estão trabalhando foi 5,8 p.p. maior que a de jovens brancos (14,0%) na mesma condição.

Além da queda no número de “nem-nem”, os dados revelam aumento de 1,4 ponto porcentual entre os que apenas trabalhavam frente aos índices de 2024. Na análise dos pesquisadores, as diferenças ocorrem principalmente por conta da maior demanda do mercado de trabalho.

Segundo a PNAD, 40,8% das pessoas na faixa etária dos 15 aos 29 trabalham, mas não estudam nem se qualificam. Outros 16,6% dos jovens trabalham e estudam. Por outro lado, 25% apenas se dedicam aos estudos ou à qualificação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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