Quarta-feira, 01 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de julho de 2026
A decisão também reflete o recuo do petróleo no mercado internacional.
Foto: ReproduçãoA Petrobras anunciou que reduziu em R$ 0,3515 por litro o preço de referência do diesel A vendido às distribuidoras a partir desta quarta-feira (1º). Apesar da redução, o valor efetivamente pago pelas empresas permanecerá inalterado. A medida foi adotada para compensar o fim da subvenção econômica de igual valor concedida pelo governo federal ao combustível, evitando mudanças imediatas no preço de venda da estatal.
Segundo a Petrobras, o preço médio do diesel A comercializado com as distribuidoras continuará em R$ 3,30 por litro. Isso ocorre porque, ao mesmo tempo em que reduziu o preço de tabela, a companhia encerrou o desconto temporário de R$ 0,3515 por litro que vinha sendo concedido desde maio, durante a vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026. Na prática, uma medida anulou os efeitos da outra.
A subvenção havia sido criada pelo governo federal para conter os efeitos da forte alta internacional do petróleo provocada pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. Com a queda das cotações do barril nas últimas semanas e a redução da pressão sobre os mercados de energia, a equipe econômica decidiu retirar parte do benefício, avaliando que as condições que justificaram a ajuda emergencial deixaram de existir.
Em comunicado, a Petrobras afirmou que a redução do preço-base foi possível em razão da evolução do mercado nacional e internacional de petróleo e derivados. “Os preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário, da Petrobras para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro”, informou a companhia.
O anúncio ocorreu poucas horas depois de o Ministério da Fazenda confirmar o encerramento da subvenção de R$ 0,35 por litro. O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, afirmou que o governo continuará avaliando a retirada gradual de outros subsídios aos combustíveis, desde que o cenário internacional permaneça favorável.
“Nosso compromisso é não manter preço artificial. Vamos fazer sempre com cuidado, porque ainda existe incerteza”, declarou Durigan.
A decisão também reflete o recuo do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, que chegou a se aproximar de US$ 120 durante o auge das tensões envolvendo o Irã, voltou para a faixa dos US$ 73, reduzindo a necessidade de medidas emergenciais para conter a alta dos combustíveis no Brasil.
Embora o preço praticado pela Petrobras permaneça estável para as distribuidoras, especialistas afirmam que o consumidor dificilmente perceberá mudanças imediatas nas bombas. O valor pago pelos motoristas depende de outros fatores, como custos de distribuição, mistura obrigatória de biodiesel, impostos estaduais e margens de lucro dos postos de combustíveis.
O governo também informou que continuará monitorando a evolução do mercado internacional antes de decidir sobre a retirada de outras subvenções ainda em vigor para diesel e gasolina. A avaliação da equipe econômica é que, caso os preços do petróleo permaneçam em níveis mais baixos, novas reduções dos benefícios poderão ser implementadas gradualmente, diminuindo o impacto fiscal das medidas adotadas durante o período de maior volatilidade no mercado internacional.
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