Sexta-feira, 03 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2026
Neste sábado (4) e domingo, Morro Reuter (Vale do Sinos) realiza a oitava edição do “Café na Colônia”, evento alusivo à tradição do “Café com Mistura”, precursor do café colonial que contribui para a fama do município gaúcho localizado a 56 quilômetros de Porto Alegre. A atividade tem como local o Salão Paroquial Imaculada Conceição (rua João 23, no Centro), além de feira de artesanato e gastronomia na Praça José Paulo Sabá Meyrer.
A programação inclui, ainda, o 4º Encontro de Carros Antigos, corrida rústica, jogos germânicos, desfile rural temático e apresentações musicais, tudo detalhado no site oficial morroreuter.rs.gov.br. Cerca de 20 mil visitantes são esperados ao longo destes dois dias.
O prefeito Airton Bohn ressalta: “São todos muito bem-vindos para se deliciar com o café servido à mesa e celebrar a produção do campo, setor importante em nossa economia e meio de sustento para muitas famílias, com reflexo no comércio local”.
A realização é da administração municipal, em parceria com a Associação Cultural de Morro Reuter, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Dois Irmãos e Morro Reuter, além de empresas patrocinadoras.
Mediante ingresso a R$ 55, o café colonial é servido das 10h às 18h no Salão Paroquial. O valor dá direito a pão caseiro, cuca, rosca, linguiça, nata, mel, schmier, pepino, queijo, ovo de codorna, torta, bolachas (canela e natalina), risóles, enroladinho, café preto, café com leite e chá. A compra antecipada está disponível por meio do whatsapp (51) 3569-1266. Ou no local – é possível levar produtos para consumir em casa.
Origens
Foi em Morro Reuter, às margens da rodovia BR-116, que nasceu o chamado “café com mistura”, origem do café colonial. Ainda na década de 1950, restaurantes junto à Estação Rodoviária da época começaram a servir um lanche reforçado por produtos típicos da colônia alemã – semelhantea ao servido nas casas de moradores da região.
Junto com o café passado na hora, era fornecido o que se produzia em âmbito doméstico, como pães, roscas de polvilho, cucas, queijo, linguiça, nata, requeijão, mel, salsicha bock, rocambole, rabanete e pepino. Era a origem do café colonial conhecido anos depois e que ainda hoje atrai milhares de turistas a Morro Reuter a cada fim de semana.
Crochê
Nesta edição do evento, um “crochetaço solidário” une gerações. Junto ao salão em que é servido o café, há um local próprio com disponibilização de lãs e linhas para confecção de quadradinhos de crochê. Quem já domina a técnica é convidado participar, ao passo que os novatos contam com oficinas gratuitas às 10h30min e às 15h30min. Ao fim do evento, os quadradinhos confeccionados serão unidos em forma de mantas para doação a quem mais precisa.
O crochê é um conhecimento transmitido por avós e mães, como uma espécie de herança afetiva na qual cada ponto, agulha e peça feitos à mão contam uma história única. Atualmente, adolescentes e jovens têm abraçado essa técnica para criação de peças únicas, em sintonia com o consumo consciente e a opção de um hobby longe das telas de celular.
(Marcello Campos)
Voltar Todas de Rio Grande do Sul
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!