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Mundo Inflação na Argentina fica abaixo do esperado em junho e atinge o menor nível em dez meses

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Índice oficial foi de 1,9%, contra 2% projetados por analistas. (Foto: Arquivo/EBC)

A inflação oficial da Argentina desacelerou em junho, pelo terceiro mês consecutivo, caindo para 1,9%, abaixo do índice de 2% projetado por analistas econômicos. Trata-se do menor nível desde agosto do ano passado e também uma vitória para o presidente Javier Milei após a alta de março, atribuída ai choque nos preços da energia e aos impactos do conflito no Oriente Médio.

Desde que assumiu o comando, em dezembro de 2023, Milei aplicou um rigoroso plano de austeridade que pôs fim ao déficit fiscal crônico do país e conseguiu reduzir uma inflação anual de três dígitos para cerca de 30%, 24 meses depois. Em contrapartida, o ajuste implicou em cortes severos nos gastos públicos, o fechamento de órgãos estatais, dezenas de milhares de demissões. Também causou forte perda do poder de compra dos salários e aposentadorias.

Já a inflação acumulada nos primeiros seis meses do ano ficou em 16,8%, ao passo que a variação anual foi de 33,5%, de acordo com dados divulgados nessa terça-feira (14) pelo instituto de estatísticas Indec. Os setores com maiores altas de preços foram lazer e cultura, bem como habitação, tarifas básicas e combustíveis. Já os segmentos de comunicações, roupas e calçados registraram aumentos mais moderados.

Representantes do governo argentino postaram diversas mensagens na rede X, comemorando os novos números. O ministro da Economia, Luis “Toto” Caputo, postou mensagem enaltecendo tais números como um reflexo do que ele classifica de “solidez do processo de desinflação” no país.

Durante entrevista a uma emissora de televisão na semana passada, ele menciou o fato de os analistas esperarem até então um desempenho inflacionário inferior a 2% no último mês do semestre, após a desaceleração observada no periodo de abril e maio.

Dentro da inflação subjacente, que ficou em 1,6%, os maiores aumentos foram registrados nos preços de hortaliças e do turismo, impulsionados pela proximidade das férias de inverno no Hemisfério Sul.

A desaceleração da inflação mensal ocorreu logo após o governo de Javier Milei receber melhoras na classificação de risco soberano pelas agências S&P Global Ratings e Fitch Ratings. Esse aspecto é capaz de aproximar a Argentina de recuperar o acesso aos mercados internacionais de capitais.

Economistas consultados pelo banco central em junho projetam que a inflação acumulada em 2026 encerrará o ano em 30%, ligeiramente abaixo da estimativa anterior de 30,5%. Também estimam um crescimento econômico de 3%. (com informações de O Globo)

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