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Política PT vai escalar “exército evangélico” para campanha de Lula

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O partido vai orientar seus 500 mil filiados evangélicos a participar dos núcleos estaduais para, entre outras coisas, divulgar programas do governo. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O PT vai orientar os evangélicos filiados ao partido a entrar de cabeça na campanha pela reeleição de Lula. O objetivo é tentar reduzir a vantagem que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem sobre o presidente neste segmento do eleitorado. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada no mês passado, o parlamentar teria hoje 41% dos votos dos evangélicos, enquanto o petista é preferido por apenas 26%.

Essa investida faz parte de uma ampla estratégia traçada pelos petistas com o objetivo de explorar as fissuras, enfraquecer o principal adversário de Lula nas eleições de 2026 e minar a hegemonia que o filho de Bolsonaro tem entre os quase 50 milhões de evangélicos.

Atualmente, o PT conta com aproximadamente 1,6 milhão de filiados, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, 500 mil se apresentam como evangélicos o que corresponde a pouco mais de 29% de toda a sua militância.

Esse núcleo vai ser estimulado a intensificar a campanha em favor de Lula diretamente na base, ou seja, dentro das igrejas. A expectativa é que os petistas evangélicos ajudem a turbinar as atividades, promovam encontros, debatam políticas públicas e detalhem programas e realizações do governo Lula.
O partido também planeja pedir um esforço extra dos vereadores da sigla para a campanha deste ano. O PT tem hoje 3 mil vereadores espalhados pelo País, sendo que 16% deles (480) se declaram evangélicos.

A PT também quer explorar ao máximo junto ao eleitorado religioso a crise que atinge a campanha de Flávio Bolsonaro desde a notícia sobre o suposto envolvimento do parlamentar com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e pivô do maior escândalo financeiro da história.

A imagem do filho de Jair Bolsonaro sofreu um segundo desgaste quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu publicar um vídeo no qual expôs que o enteado a teria maltratado, humilhado e desrespeitado durante uma ligação telefônica. Vale lembrar que Michelle é uma figura respeitada e admirada entre os evangélicos, a ponto de ter se transformado em uma espécie de trunfo da oposição para conquistar os votos desse segmento do eleitorado.

As primeiras investidas surtiram efeito. Em maio, o senador registrava 49% das intenções de voto entre os eleitores evangélicos. No mês seguinte, porém, esse percentual caiu para 41%, indicando uma redução no apoio dentro desse grupo. (Com informações do portal da revista Veja)

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