Segunda-feira, 27 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de julho de 2026
Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos decidiu manter suspensa uma ordem executiva do presidente Donald Trump que estabelece novas regras para a votação pelo correio em 23 Estados. A medida integra a estratégia do governo para as eleições de novembro, quando os americanos definirão o controle do Congresso.
A decisão foi tomada pela Corte de Apelações do 1º Circuito dos EUA, com sede em Boston. O tribunal rejeitou um pedido do governo para derrubar uma liminar concedida em 25 de junho a um grupo de estados governados por democratas.
Na ocasião, um juiz de primeira instância concluiu que trechos centrais da ordem executiva eram inconstitucionais.
Com o entendimento mantido pela corte de apelação, essas regras permanecem suspensas enquanto o processo continua em análise na Justiça.
Exigências
Assinada por Trump em março, a ordem determinava que o governo federal elaborasse uma lista de eleitores aptos a votar pelo correio em cada Estado.
O texto também previa que as cédulas fossem enviadas apenas aos eleitores cadastrados nessas listas e exigia o uso de envelopes com códigos de barras individuais para rastreamento.
A iniciativa faz parte da campanha do presidente por regras mais rígidas para o voto por correspondência. Desde a derrota nas eleições de 2020, Trump afirma, sem apresentar provas, que houve fraude eleitoral e defende mudanças no sistema de votação.
Especialistas já avaliavam que o decreto enfrentaria contestação na Justiça, já que a organização das eleições é, tradicionalmente, responsabilidade dos estados.
Apesar das críticas ao voto pelo correio, Trump utilizou esse método em uma eleição especial na Flórida na semana anterior à assinatura do decreto.
Questionado, afirmou que recorreu ao sistema porque, como presidente, tinha “muitas coisas diferentes” para fazer.
Lula
Lula afirmou que tentativas de impor condicionantes ideológicos à parceria entre EUA e Brasil para fins eleitorais não prosperarão. “Ninguém nos vencerá por meio de mentiras”, escreveu.
“Estamos prontos para continuar mantendo um diálogo aberto e construtivo, como exige a relação entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos. Mas o destino do Brasil cabe apenas aos brasileiros determinar — sem interferência estrangeira ou subserviência.” Lula em artigo publicado no “The Washington Post”.
O artigo foi publicado um dia após o Itamaraty anunciar que negou visto para entrada de dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA. Segundo reportagem do “Washington Post”, o objetivo da visita seria questionar a segurança do sistema eleitoral brasileiro. Em nota, o governo americano disse que a missão era uma visita rotineira e chamou de “mentira infundada” a acusação sobre tentativa de prejudicar as eleições de uma nação democrática. (Com informações dos portais g1 e UOL)
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