Quinta-feira, 30 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 29 de julho de 2026
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que a Meta preserve os dados de perfis nas redes sociais que teriam promovido ataques contra o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. A decisão, que tramita sob sigilo, foi assinada na última sexta-feira (14) e atende a um pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL).
O ministro determinou que a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, preserve informações como registros de acesso, identificação dos responsáveis e outros dados dos perfis investigados. Segundo a decisão, há indícios de impulsionamento irregular de propaganda eleitoral negativa durante o período de pré-campanha, o que é proibido pela legislação.
Na prática, a medida abre caminho para identificar quem criou, administrou e financiou essas páginas.
No pedido encaminhado ao TSE, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que perfis com apenas 20 ou 30 seguidores chegaram a investir cerca de R$ 200 mil, cada um, em anúncios contra o senador. O PL também apresentou um levantamento que 51 páginas com esse perfil.
De acordo com a ação, juntas, elas teriam publicado mais de 4,6 mil anúncios patrocinados entre março e o fim de junho.
Com a decisão de Nunes Marques, a Meta deverá preservar todas essas informações, que poderão ser usadas nas investigações conduzidas pela Justiça Eleitoral sobre a atuação desses perfis durante a pré-campanha presidencial. (Com informações do portal da rádio CBN)
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