Sábado, 01 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 29 de julho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o País está preparado para lidar com os efeitos de um El Niño grave no segundo semestre deste ano. “Nunca antes na história do Brasil a gente esteve tão preparado para enfrentar com uma possível adversidade que se apresenta pela natureza”, declarou Lula nessa quarta-feira (29), em reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto para falar sobre o fenômeno climático.
“Se ele acontecer de forma grave, nós estamos preparados. Se não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa grave. O que é duro é quando acontece alguma coisa que ninguém está preparado”, completou.
Na reunião, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, anunciou o reforço orçamentário de R$ 1,335 bilhão para mitigar as consequências do fenômeno climático, como excesso de chuvas no Sul, seca e incêndios no Norte e Nordeste e atraso de chuvas no Centro-Oeste.
O presidente Lula reuniu 21 ministros na manhã dessa quarta-feira para discutir os possíveis efeitos do El Niño, que deve se intensificar ao longo deste semestre. A reunião não havia sido divulgada previamente pela Secretaria de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto, que só publicou a agenda do presidente na parte da tarde. O início do encontro foi aberto à imprensa, com uma apresentação da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e uma declaração de Lula.
A ministra detalhou um plano transversal para mitigar os efeitos do fenômeno climático e anunciou o reforço orçamentário de R$ 1,335 bilhão, com ampliação do estoque de milho e arroz para enfrentar o risco de quebra de safra. Especialistas esperam excesso de chuvas no Sul, seca e incêndios no Norte e Nordeste e atraso de chuvas no Centro-Oeste.
Lula ainda aproveitou sua fala para cobrar medidas de prefeitos e governadores. “Isso aqui foi um estímulo para que todas as cidades, todos os governadores repitam o que foi feito aqui, para que a gente possa estar preparado para enfrentar qualquer que seja o efeito da crise climática.”
Na semana passada, o governo Lula informou que resolveu antecipar para setembro deste ano a contratação de cinco usinas termelétricas que seriam acionadas futuramente, aumentando o custo da conta de luz em R$ 4,75 bilhões.
Segundo o Executivo, a medida é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro diante do El Niño e do cenário geopolítico e não antecipar os contratos poderia gerar um custo maior para o consumidor.
Participaram da reunião dessa quarta:
– Miriam Belchior, ministra da Casa Civil;
– Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública;
– Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
– Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação;
– André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária;
– Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
– Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos;
– Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
– Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas;
– José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais;
– João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
– José Múcio, ministro da Defesa;
– Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional;
– Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
– Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;
– Dario Durigan, ministro da Fazenda;
– Márcia Lopes, ministra das Mulheres;
– George Santoro, ministro dos Transportes;
– Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento;
– Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social;
– Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Além dos titulares das pastas, também participaram: Cilair Abreu, ministro da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos substituto; Bárbara Oliveira, ministra da Igualdade Racial substituta; Mirna Quinderé, ministra de Estado das Cidades substituta; Cristiane Batiston, diretora-presidente, interina, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Silvio Porto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); e Edivaldo Miranda, diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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