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Política Eduardo Bolsonaro diz que Simone Tebet “se prostitui” por cargos, e candidata reage: “covarde”

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A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou que vai processar Eduardo Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou que vai processar Eduardo Bolsonaro (PL) após o ex-deputado federal insinuar que ela “se prostitui” por cargos políticos. Tebet chamou Eduardo de “covarde” e disse que a declaração configura violência política de gênero. Marina Silva (Rede), que também disputa uma das duas vagas ao Senado por São Paulo, demonstrou apoio à adversária.

O episódio ocorreu após Tebet criticar, na segunda-feira (28), a desistência de Ricardo Salles (Novo) da candidatura ao Senado por São Paulo. A ex-ministra afirmou que Salles havia “se rendido ao Centrão” depois de abandonar a disputa e declarar apoio a André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

Eduardo Bolsonaro rebateu a declaração em uma publicação nas redes sociais. O ex-deputado afirmou que Salles não havia se rendido ao Centrão, mas reconhecido que a divisão dos votos da direita entre três candidatos poderia prejudicar o grupo.

Na sequência, Eduardo chamou Tebet de “vassala” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez a insinuação. “Quando passa a eleição, faz tudo ao contrário. Se prostitui por cargo, ministério etc.”, escreveu.

TRE determina remoção da postagem

Após repercussão da publicação de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou a remoção da publicação com ataques à honra da candidata.

Simone Tebet entrou com a representação eleitoral contra Eduardo Bolsonaro e o Facebook Serviços Online do Brasil, responsável pela plataforma.

O juiz Ronnie Herbert Barros Soares, relator do caso, concedeu o pedido de tutela de urgência. Na prática, isso significa que o tribunal determinou uma medida imediata, antes de o processo ser julgado definitivamente.

O juiz determinou que o conteúdo seja removido em até 24 horas. Caso a determinação não seja cumprida, foi estabelecida uma multa de R$ 1 mil por dia, limitada a 30 dias. Portanto, a multa pode chegar a R$ 30 mil.

Tebet diz que vai à Justiça

Em nota, a campanha de Simone Tebet afirmou que vai adotar “todas as medidas jurídicas cabíveis” contra Eduardo Bolsonaro. A equipe informou que pretende acionar a Justiça Eleitoral para pedir a “imediata remoção” da publicação e encaminhar uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral por violência política de gênero.

Tebet também reagiu diretamente à declaração e chamou Eduardo Bolsonaro de “covarde”.

“É particularmente grave e causa profunda repulsa que, em pleno processo eleitoral, se pretenda desqualificar uma candidata por meio de uma insinuação de natureza sexual e profundamente degradante”, afirmou a campanha.

“É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio. Essa é a indigência do debate político que não pode prosperar”, acrescentou.

Políticos demonstram apoio

Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo pelo Rede, demonstrou apoio a Tebet após o ataque. As duas candidatas têm feito campanha conjunta na disputa pelas duas vagas destinadas ao estado no Senado.

Mais cedo, também na segunda-feira (28), Marina havia criticado a desistência de Ricardo Salles. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que a decisão “desrespeita seus eleitores” e classificou a movimentação como um “vale-tudo” para tentar conter o avanço das duas candidatas mulheres do campo progressista.

Fernando Haddad (PT) e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, também se manifestaram a favor de Tebet.

O episódio entre Eduardo Bolsonaro e Tebet ocorreu no mesmo dia em que Salles anunciou a desistência da candidatura, seis dias antes do primeiro turno das eleições.

Desistência de Salles

Ricardo Salles anunciou na segunda-feira (28) que não disputará mais uma das duas vagas ao Senado por São Paulo. Ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ele declarou apoio a André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

A decisão ocorreu depois de uma campanha em que Salles havia feito críticas a André do Prado e afirmado, em diferentes ocasiões, que o candidato do PL era ligado ao Centrão.

Após a desistência, Tebet afirmou que Salles havia se “rendido ao Centrão”. Eduardo Bolsonaro contestou a declaração e defendeu a decisão do ex-ministro do Meio Ambiente. As informações são do portal de notícias G1.

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