Segunda-feira, 03 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 31 de julho de 2026
Wagner afirmou que o inquérito seguirá seu curso e disse estar concentrado na campanha pela reeleição ao Senado.
Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoO senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira (31) que está “tranquilo” e disse ter certeza de que conseguirá provar sua inocência nas investigações da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça relacionado ao Banco Master. A declaração foi dada um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, retirar o sigilo da decisão que autorizou medidas de investigação contra o parlamentar.
Em entrevista à Rádio Baiana FM, Wagner afirmou que o inquérito seguirá seu curso e disse estar concentrado na campanha pela reeleição ao Senado.
“Eu tenho certeza de que vou provar a minha inocência. O inquérito, evidentemente, demora um tempo. Eu agora estou focado na eleição. Quero lhe dizer que eu estou muito tranquilo. Como diz o presidente Lula, só quem sabe o que você fez é você mesmo. Eu sei o que eu fiz, eu estou tranquilo”, afirmou.
Na quinta-feira (30), André Mendonça retirou o sigilo da decisão que autorizou, em junho, a nona fase da Operação Compliance Zero. A medida permitiu à Polícia Federal acessar dados dos celulares de Jaques Wagner e do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
Segundo a decisão, a Polícia Federal sustentou que as conversas entre Wagner e integrantes do núcleo investigado ocorriam, em sua maioria, por ligações telefônicas e mensagens de áudio, o que justificaria o acesso aos aparelhos para aprofundar as investigações. Os investigadores também apontaram risco de vazamento da operação, afirmando que um dos alvos procurou o gabinete do ministro no mesmo dia em que foram apresentados os pedidos de medidas cautelares.
A investigação apura suspeitas de que Jaques Wagner teria atuado em defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional em troca de vantagens indevidas, entre elas um apartamento de luxo em Salvador e repasses financeiros a empresas ligadas a familiares.
A defesa do senador nega as acusações, afirma que ele jamais atuou em favor da instituição financeira e sustenta que o imóvel citado pela investigação nunca integrou seu patrimônio.
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