Quinta-feira, 06 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 6 de agosto de 2026
Corte vai definir se mantém ou não a criminalização dos jogos de azar.
Foto: ReproduçãoO Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (6) o julgamento que vai definir se mantém a criminalização da exploração de jogos de azar, como bingo, jogo do bicho e máquinas caça-níqueis. A análise foi interrompida na quarta-feira (5), após o início do voto do relator, ministro Luiz Fux.
Durante a sessão, Fux sinalizou que deve votar pela manutenção da criminalização da exploração desses jogos. O ministro manifestou preocupação com a expansão das apostas no país e afirmou que o avanço das chamadas bets (apostas esportivas e jogos online) também deverá ser enfrentado pelo Supremo em momento oportuno.
Segundo o relator, a exploração dos jogos de azar produz impactos que vão além das apostas, favorecendo organizações criminosas e causando prejuízos à saúde da população. Ele também defendeu o respeito à opção feita pelo legislador ao manter a proibição.
“Gostaria de saber de onde tiraram que a Constituição não recepcionou [a Lei de Contravenções Penais]? Não estamos falando dos jogos que se via na esquina. Estamos falando de caça-níqueis que representam a alta criminalidade”, afirmou.
Fux acrescentou que os jogos de azar atingiram um patamar “inimaginável” e citou a expansão das bets como exemplo dos desafios atuais. “Todos que se pronunciaram mencionam a evolução dos jogos de azar até o alcance das denominadas bets, que também têm efeitos gravíssimos”, disse.
O julgamento analisa um recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul contra decisões da Justiça estadual que deixaram de aplicar a contravenção penal em casos de exploração de jogos de azar.
Os Juizados Especiais Criminais do Rio Grande do Sul entenderam que a criminalização prevista na legislação seria incompatível com princípios constitucionais, como a livre iniciativa e as liberdades fundamentais.
Com isso, o STF decidirá se o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais, em vigor desde 1941, foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. O dispositivo estabelece que explorar ou manter jogos de azar em local público ou acessível ao público constitui contravenção penal, com pena de prisão simples de três meses a um ano, além de multa.
Ao defender a manutenção da norma, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a proibição busca proteger não apenas o patrimônio do apostador, mas também a saúde pública e a economia.
“Não é apenas o patrimônio do próprio apostador que está protegido, mas também a saúde, diante do risco de desenvolvimento de patologias psiquiátricas. A economia nacional também é afetada quando esse hábito se dissemina sem os devidos cuidados. Não é só o apostador que sofre, mas sua família e as pessoas ao seu redor”, argumentou.
Após o voto de Luiz Fux, os demais ministros da Corte ainda deverão se manifestar. O entendimento que vier a ser firmado terá repercussão geral e deverá ser seguido pelas demais instâncias do Judiciário. Segundo dados do STF, ao menos 2,7 mil processos sobre o tema aguardam a definição da Corte.
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Ah. Só para relembrarmos….
A autorização para a mudança de controle e a criação do Banco Master (anteriormente chamado Banco Máxima) ocorreu em 2019, durante o governo do presidente Jair Bolsonaro.
Os detalhes sobre a aprovação e a trajetória da instituição incluem:
Gestão do Banco Central: A liberação da operação e a mudança de controle para o empresário Daniel Vorcaro foram concedidas sob a presidência de Roberto Campos Neto no Banco Central (BC), com aprovação do órgão em 2019. Anteriormente, as solicitações haviam sido travadas durante a gestão de Ilan Goldfajn (governo Michel Temer).
As apostas de quota fixa (as conhecidas bets) foram criadas no governo de Michel Temer e, posteriormente, regulamentadas e taxadas no terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Jogos oficiais como Loterias de Números: Mega-Sena, Quina, Lotofácil, Dupla Sena, Timemania, Dia de Sorte, +Milionária. Loterias de Palpites/Esportivas: Loteca. Outras Loterias: Loteria Fedeal, Raspadinhas (Lotex) e Tele Sena (título de capitalização autorizado pela SUSEP). Todos esses jogos tem previsibilidade de acerto pois resultados são feitos às claras para todo mundo ver e comprovar. Já esses jogos de azar das BTS ninguém pode afirmar que as máquinas não estão programadas apenas para o” maquina” ganhar. Isso fomenta o roubo, lavagem de dinheiro e extorsão de quem usa. Gera expectativa no indivíduo de ganho fácil e não entrega nada. Coisa de… Leia mais »
Ilegal são a BETS, nunca vimos um apostador de jogo do bixo se matar, ao contrários dos cassinos online, é ilegal até lgumas pessoas receberem algum imposto ou barganha mas independente da decisão o povo continuará jogando porque é tradição a décadas, nunca vimos um sujeito que joga n obixo ou bingo precisar de psiquiatra.
Mais jogatina? Só serve para enriquecer marginais. Povo cai no papo desses criminosos.
Exato. Por isso o governo do larápio legalizou.
Que feio tentar enganar o cidadão mentindo descaradamente. Em era da comunicação, podemos fazer pesquisarem todos os acontecimentos. Mas esperar o que de gente como TU, NÃO É MESMO?
As apostas de quota fixa (as conhecidas bets) foram criadas no governo de Michel Temer e, posteriormente, regulamentadas e taxadas no terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.