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Teatro & Dança Bailarina de 16 anos é a única brasileira na Copa do Mundo da Dança e fica em 18° lugar na competição na Irlanda

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Dançarina conseguiu financiamento de uma empresa e apoio da prefeitura. (Foto: Reprodução)

No balé, a exatidão nos movimentos executados e o polimento dos solos e apresentações em grupo são essenciais para aqueles que tem a arte como carreira. Esse estilo clássico de dança proporcionou a jovem bailarina Garça (SP), Gabriela Fujikawa, de 16 anos, a conquista do 18º lugar na Copa do Mundo da Dança, disputada em Dublin, na Irlanda.

Sendo a única brasileira a participar da competição que trazia 11.500 bailarinos de mais de 60 países, a adolescente conta como foi o processo de preparação ao grande dia e detalha a trajetória que iniciou quando tinha apenas 5 anos.

“Foi uma experiência única e muito emocionante! Além de poder viajar para Irlanda, ainda tive aulas com professores da Espanha, China e de Gales”, relembra.

Para ela, é a constatação de todo o trabalho árduo feito nacionalmente. “Foi a certeza de que os bailarinos brasileiros podem ir cada vez mais longe e conquistar nosso espaço no mundo da dança”, acrescenta.

Na apresentação, Gabriela trouxe a coreografia Pedaços de Mim, um solo de jazz lírico com a canção “Desconstrução” do cantor Tiago Iorc.

Segundo a jovem, o objetivo era exaltar a música produzida no Brasil a partir da utilização da música, que fala sobre problemas estruturais do país e traz um alerta aos jovens sobre as redes sociais.

“A ideia foi trazer para a dança a música brasileira e assim poder mostrar para o mundo a música e arte brasileira nos palcos internacionais”, explica.

Rotina e apoio para a competição

Durante a preparação para o evento, que ocorreu entre os dias 8 e 18 de julho, a adolescente passou meses treinando. “Foi um período de muito trabalho tanto nos ensaios quanto na busca por patrocínios e parcerias”, afirma.

Além da vida como bailarina, ela também precisou conciliar as aulas de dança e os ensaios com os estudos.

Nesse tempo de treino, a família teve dificuldades de ter patrocínios que a auxiliassem a viajar à Irlanda para participar da Copa do Mundo da Dança. Após várias tentativas, eles conseguiram.

“Consegui o patrocínio da minha passagem por uma empresa garcense e algumas parcerias e apoios de pessoas que reconhecem o meu trabalho. A prefeitura de Garça também cedeu o teatro municipal para um espetáculo com a renda revertida à viagem. E eu só tenho a agradecer a todos.”

Apoio da família

Para a mãe Adriana Fujikawa, o suporte financeiro e emocional é importante no que diz respeito ao sonho, talento e dedicação de Gabi.

“Sempre procuro incentivar e apoiar tanto emocionalmente quanto financeiramente, tentando dar o máximo de recursos para que ela possa se aprimorar cada vez mais na dança”, reconhece.

Sobre o solo da filha, Adriana se recorda com orgulho da conquista da jovem: “Ver a minha filha conquistando espaço e fazendo o que ama, é muito gratificante”.

“A Jessica Bortaliero, professora da Gabi, sempre deu muito apoio e reconhecimento”, acrescenta.

Ao g1 no início de 2026, a coreógrafa falou a respeito da dedicação da bailarina. “Gabriela é brilhante, não consigo imaginar ela com a gente por muito tempo. Ver ela brilhar, ver toda a felicidade dela, é pura inspiração para mim e para as colegas dela”, disse na época.

Paixão de infância

De acordo com a bailarina, o contato com as sapatilhas iniciou pouco tempo depois do tempo em que uma criança aprende a andar. “Iniciei as aulas de ballet clássico aos 5 anos na escola municipal de cultura artística em Garça e me apaixonei cada vez mais pela dança”, conta.

Aos 12 anos, começou os estudos de jazz no estúdio de Jessica. A partir desta época, ela se aprimorou com cursos e workshops.

Em 2025, a jovem conquistou uma vaga para a final do Dance World Cup Latinoamérica, em Tigre, na Argentina, onde venceu na categoria na qual concorreu e levou o prêmio de Melhor Bailarina.

Por conta desse resultado, ela garantiu uma vaga na Copa do Mundo da Dança, além de ter sido contemplada com uma bolsa para residência artística em Portugal, onde estudou dança contemporânea por 15 dias.

E o futuro?

Depois de ter conquistado sucesso nacional e internacional, Gabriela revela qual será o próximo passo. “Agora estou me preparando para os exames da Royal Academy of Dance para me profissionalizar na dança”, conta.

Com o apoio da mãe e os ensinamentos da professora, Gabi tem todo o suporte preciso para se especializar na profissão. “É uma emoção muito grande e a certeza de que além de dom, a bailarina tem que se dedicar muito para atingir os objetivos”, frisa Adriana Fujikawa.

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