Quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 17 de agosto de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que se aproxima de um diálogo com a Coreia do Norte, após o líder do país, Kim Jong-un, responder a um pedido de conversa. A informação foi divulgada por Trump nessa segunda-feira (17), durante evento na Casa Branca.
“Ele me respondeu. Nós nos damos muito bem. Kim Jong-un sempre me tratou com grande respeito”, disse Trump a repórteres na Casa Branca.
No domingo (16), Donald Trump havia determinado que o Pentágono reduzisse drasticamente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
Ao anunciar a redução, em uma publicação em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que Seul não quis “ajudar” Washington com a guerra contra o Irã e criticou a negativa. Embora não tenha relacionado a recusa do governo sul-coreano à sua decisão de diminuir as manobras conjuntas, ele voltou a mencionar o caso.
“Eu liguei ao presidente da Coreia do Sul e disse: ‘Nós não precisamos de ajuda com o Irã. Mas se vocês quiserem, deem-nos uma ajuda com o Irã’. E ele disse: ‘não, obrigado’. Eu estou os protegendo do vizinho deles, o Kim Jong-un, e eles não quiseram ajudar em uma operação militar fácil no Irã. Isso é estranho. Então, por que nós estamos envolvidos em ajudá-los?”, declarou Trump.
No domingo (16), Trump anunciou que havia ordenado a redução das manobras conjuntas com Seul. Na ocasião, ele também criticou a recusa do governo sul-coreano em participar de ações contra o Irã.
Horas antes do início programado dos treinamentos, Trump afirmou em sua plataforma, a Truth Social, que, embora fosse tarde demais para cancelar as operações totalmente, ele “não estava feliz” com o fato de os EUA terem concordado previamente em participar.
Os exercícios militares anuais, batizados de Ulchi Freedom Shield, estão programados para ocorrer entre 17 e 27 de agosto, com a participação de cerca de 18 mil militares sul-coreanos.
Segundo autoridades militares, as manobras deste ano devem incluir operações de combate a drones, interrupção de sinais de GPS e defesa contra ataques cibernéticos, visando adaptar as tropas às novas capacidades bélicas da Coreia do Norte.
A Casa Branca e o Pentágono não responderam de imediato a pedidos de comentários sobre a ordem do presidente.
Na publicação, o presidente americano justificou a decisão citando sua “relação muito boa” com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
“Esses exercícios não são apenas caros… mas enviam um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, desde que Donald J. Trump é presidente, não tem representado ameaça e tem sido respeitoso”, escreveu Trump.
O republicano também usou a postagem para apontar a postura da Coreia do Sul no conflito que envolve os EUA, Israel e o Irã.
“Embora um pouco não relacionado (?), perguntei recentemente ao presidente da Coreia do Sul se eles gostariam de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irã, e eles disseram: ‘Não, obrigado!'”, relatou.
Pyongyang denuncia rotineiramente os exercícios entre Washington e Seul, classificando-os como preparativos para uma invasão.
Na última quarta-feira, a Coreia do Norte disparou um míssil balístico de sua costa leste em direção ao Mar do Japão, segundo militares sul-coreanos e japoneses. A ação ocorreu seis dias após um lançamento semelhante de curto alcance, em 6 de agosto.
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