Quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 18 de agosto de 2026
O candidato à Presidência Romeu Zema (Partido Novo) afirmou que programas sociais estão criando uma “geração de imprestáveis” que se recusa a trabalhar e prefere fazer “bico”. A declaração foi dada durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo.
“Nós estamos criando uma geração de imprestáveis que se recusam a trabalhar e optam por ficar fazendo bico, e isso está passando de pai para filho. Que bico qualifica um profissional? Num lugar onde não tem processo, não tem qualidade, não qualifica”, afirmou Zema
Ainda durante o evento, o presidenciável defendeu uma revisão dos programas sociais, que, segundo ele, têm “muita fraude e muito mau uso”, e afirmou que os benefícios deveriam ter contrapartidas.
“Quem recebe, tiver três ofertas de emprego e recusar as três, vai ter o pagamento suspenso”, disse.
A expressão “geração de imprestáveis” não é nova no discurso do candidato. Zema já havia recorrido a ela em mais três ocasiões: durante entrevista ao programa “Canal Livre”, da Band, em maio; durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, no mês de junho; e durante a Agenda dos Presidenciáveis, promovida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizado em julho.
Nas declarações anteriores, Zema defendeu diferentes propostas para alterar as condições de acesso e permanência nos programas sociais, como a necessidade de estudos ou cursos profissionalizantes para os beneficiários e a suspensão do Bolsa Família, em caso de recusa dos cadastrados a eventuais ofertas de emprego.
Em junho, Zema também propôs um incentivo financeiro de R$ 5 mil para beneficiários que deixassem o programa e conseguissem um emprego formal.
No mesmo evento, em São Paulo, Zema também defendeu a privatização das estatais e afirmou que não existe “vaca sagrada”. Para ele, as empresas públicas são estratégicas para políticos, mas nocivas para a sociedade.
O candidato também também tachou o governo de “pró-bilionário” e definiu o cenário econômico como um “círculo vicioso” de endividamento e juros elevados. Na avaliação do candidato, iniciativas como o Desenrola — programa de renegociação de dívidas do governo Lula — são paliativos. A redução dos gastos públicos, disse, permitiria que os juros caíssem para níveis “civilizados”, de aproximadamente 6%.
“O remédio real seria reduzir a ‘gastança’ para que os juros caiam para níveis civilizados”, declarou.
A combinação entre controle das despesas e mudanças nos programas sociais aparece em outros pontos da campanha de Zema. No evento da CNI, em junho, o candidato também defendeu reformas administrativa e da Previdência e a privatização de estatais. (Com informações do jornal O Globo)
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