Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 26 de agosto de 2026
A inadimplência no aluguel residencial recuou de 6,1% em julho no Rio Grande do Sul, passando a 5,8% em agosto. O resultado interrompe uma sequência de altas mensais e reprise a tendência de queda observada no Estado desde o pico de 7,3% registrado em setembro do ano passado.
O índice gaúcho apresentou a maior volatilidade dentre os Estados monitorados ao longo da série, iniciada em 2024. Após atingir 6,5% em julho daquele ano, o indicador oscilou de 5,7% a 7,3% até setembro de 2025, quando atingiu o pico histórico.
A partir daí, recuou de forma consistente, chegando à mínima de 5,8% em janeiro de 2026. De abril em diante, o índice voltou a subir: 5,8% em abril, 5,9% em maio, 5,9% em junho e 6,1% em julho, antes de recuar para 5,8% em agosto. O indicador reúne informações de mais de 500 mil contratos de Fiança Aluguel sob gestão da Loft em todo o Brasil.
Os dados são da nova edição do Índice de Inadimplência de Aluguéis da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias. Seu gerente de dados, Fábio Takahashi, ressalta:
“O Rio Grande do Sul registrou queda em agosto e retoma uma trajetória de acomodação após o pico de 7,3% em setembro de 2025. Esse resultado está abaixo do registrado no mesmo mês nos dois anos anteriores, o que indica melhora, embora o Estado ainda opere acima da média nacional”.
Ainda de acordo com o levantamento, o índice gaúcho de agosto (5,8%) ficou em linha com a média nacional (5,9%) e a média da Região Sul do País (5,6%). Dentre os Estados monitorados, o Rio Grande do Sul opera em posição intermediária, abaixo de Minas Gerais (7,4%) e São Paulo (6%), mas acima de Santa Catarina (5,6%), Paraná (5,3%), Espírito Santo (4,9%) e Rio de Janeiro (4,7%).
Saiba mais
A inadimplência no aluguel ajuda a identificar o volume de atrasos ou calotes no pagamento de aluguéis em relação ao total de contratos ativos no mercado. Trata-se de um indicador fundamental para o mercado imobiliário, pois funciona como um termômetro da saúde financeira das famílias, do poder de compra e da estabilidade econômica do País.
No Brasil, costuma ser monitorado por entidades do setor imobiliário (como o Secovi-SP), fundos de investimento imobiliário (FIIs) e órgãos de proteção ao crédito. O índice costuma subir em cenários de alta inflação, desemprego elevado, juros altos ou queda na renda real da população.
Sua importância abrange os proprietários, pois ajuda a avaliar o risco de alugar um imóvel e a necessidade de exigir garantias locatárias mais robustas (como fiador, seguro-fiança ou caução). Para o mercado do setor, serve de base a construtoras, imobiliárias e investidores entenderem o comportamento da demanda e ajustarem estratégias de preço.
Já para Fundos Imobiliários (FII), afeta diretamente a receita de fundos de tijolo (especialmente de shoppings, lajes corporativas ou logísticos). Afinal, alta inadimplência reduz a distribuição de dividendos aos cotistas. Vale lembrar que manter a inadimplência baixa é o principal objetivo da análise de crédito rigorosa feita pelas imobiliárias no momento da assinatura do contrato de locação.
(Marcello Campos)
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