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Economia Lula agora promete desonerar a folha salarial das empresas se for reeleito

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O ministro rejeita a avaliação de que a economia vive uma crise. (Foto: Washington Costa/MF)

O presidente Lula quer fazer uma desoneração da folha de pagamentos para reduzir o custo trabalhista das empresas, caso reeleito, diz o ministro da Fazenda, Dario Durigan, escalado como porta-voz econômico da campanha petista. A proposta prevê a migração da tributação da folha para o faturamento para todos os setores.

O ministro rejeita a avaliação de que a economia vive uma crise, apesar da onda de anúncios de empresas que buscam recuperações judiciais e extrajudiciais, como a Casas Bahia e o Habib’s. Para ele, a oposição explora os casos politicamente.

Durigan diz que Lula se comprometeu com a revisão das despesas obrigatórias, incluindo benefícios sociais, e criação de novas travas de contenção de gastos para reforçar o arcabouço fiscal e moderar a expansão da dívida pública. O auxiliar do presidente, no entanto, não detalhou as medidas que teriam apoio de Lula.

Confira trechos da entrevista:

* O arcabouço fiscal permite uma expansão de gastos de 2,5% (acima da inflação). Isso pode ser reduzido?

O arcabouço fiscal funcionou. Crescemos os gastos no país, mas num ritmo menor do que a arrecadação. Tem alguns questionamentos sobre exceções, mas no geral é uma boa regra, que tem que ser fortalecida.

Temos que ir fazendo ajustes nesses índices, de modo que a gente tenha uma trajetória de estabilidade e redução da dívida pública. Vamos buscar isso, seja cumprindo as metas de resultado primário, seja ajustando os parâmetros do arcabouço, seja garantindo que vamos seguir arrecadando mais do que gastando.

* Onde há espaço para calibrar o arcabouço?

O presidente Lula teve que voltar à Presidência para entregar (para 2027) um Orçamento sem armadilha, sem artimanha, prevendo superávit para o ano que vem. E a partir do superávit do ano que vem, nós vamos seguir tendo superávit no país. Nós vamos buscar o centro da meta. Sem considerar a banda (de tolerância).

* E qual é a sinalização em relação ao arcabouço?

A gente não está prometendo coisas diferentes do que está fazendo. Talvez em termos de ritmo, magnitude, mas o compromisso é o mesmo. A gente inclusive queria fazer um ajuste mais rápido nesta gestão, não conseguimos por uma série de razões.

O trabalho do ministro da Fazenda de um próximo governo Lula é todos os dias melhorar a condição fiscal reduzindo gasto obrigatório. Há duas semanas aprovamos no Congresso e já colocamos no Orçamento do ano que vem uma redução de R$ 10 bilhões.

* Mas isso não reduz o gasto total.

Reduz o gasto total obrigatório. Abre espaço fiscal discricionário para a tomada de decisão. Permite que se invista mais e dá margem para fazer contingenciamento se necessário.

Estamos vivendo disrupções no mundo: inteligência artificial, crises geopolíticas que pedem olhares sobre transformação ecológica, minerais críticos e outros temas. Vamos aproveitar esse grau de liberdade para fazer uma política de investimento condizente com o mundo. Não paro por aí. (Vamos) Continuar revendo o gasto obrigatório.

* Onde?

Em vários lugares. Olhando para os benefícios sociais, por exemplo. É possível, garantindo que as pessoas sigam sendo atendidas.

* Os benefícios previdenciários e o salário mínimo podem passar a ter ganhos reais em magnitudes diferentes?

Isso não está em discussão, mas sim melhorar a eficiência dos programas sociais. Uma das medidas que a gente fez é uma espécie de ajuste por dentro dos pisos. O Pé-de-Meia entrou no piso da educação. A receita de (venda de) óleo, que é muito variável, sai do piso da saúde, de modo que não vai comprometer (recursos) com construção de hospital, contratação de equipe médica.

* Em 2024, o governo usou a economia obtida com contenção de gastos para elevar outras despesas.

Você tem razão. E muita gente critica, fala “devia ter usado para pagar dívida”. Agora, o volume da nossa dívida está bastante independente do resultado primário. O que explica o crescimento numérico do nosso endividamento é a taxa de juros.

* Mas a taxa de juros é resultante do comportamento das contas públicas.

Reconheço isso. Em 2024, 2025, 2026, quando a gente teve a nova regra fiscal (operando), ela conseguiu diminuir o resultado negativo. O que ela não conseguiu fazer foi diminuir a taxa de juros. Por isso precisamos aprimorar a regra fiscal. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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Douglas
30 de agosto de 2026 12:22

Que absurdo. Há décadas governando e agora querem PROMETER fazer algo. E tem quem acredite nesta corja 🤡

José Carlos Benetti
30 de agosto de 2026 10:01

Agora????
Tiveram 13 anos para por as finanças do País em ordem e nada fizeram neste sentido, nem em saúde, educação e segurança. Esta Esquerda só soube usufruir (para não dizer roubalheira).

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