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Brasil Após saída do PMDB do governo, relação entre Dilma e o vice-presidente da República, Michel Temer, será “institucional”, diz ex-ministro Eliseu Padilha

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Eliseu Padilha (Foto: EBC)

Após o anúncio oficial do desembarque do PMDB da base de apoio do governo, a relação entre a presidenta Dilma Rousseff e o seu vice, Michel Temer, “será institucional, como sempre foi”, afirmou ontem o peemedebista Eliseu Padilha, ministro da Aviação Civil entre janeiro e dezembro de 2015. Ligado ao grupo de Temer, ele é um dos principais articuladores políticos do partido.

Em entrevista à imprensa, ele ressaltou que o PMDB possui um projeto próprio de governo. Disse, ainda, que a decisão de retirar o apoio ao Palácio do Planalto se deu, principalmente, por pressões internas: caso os “caciques” da legenda ignorassem os apelos de suas próprias bases, estariam sujeitos a uma insurreição, avaliou.

Padilha também mencionou a questão do isolamento. “Politicamente, o partido não participava das decisões do governo, então chegou a hora de sair”, argumentou. Ele também rejeitou a ideia de que a debandada peemedebista confirmada nessa terça-feira seja um “golpe” por parte do PMDB.

O ex-ministro admitiu, porém, que o PMDB já trabalha de olho nas próximas eleições presidenciais. “Vamos cuidar da nossa vida, para chegar em 2018 em condições de ganhar.”

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