Domingo, 13 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de setembro de 2026
Boletim produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) aponta um crescimento de 3,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul de janeiro a junho, em relação ao primeiro semestre do ano passado. O resultado contou com impulso de três setores: agropecuária (19,7%), indústria (2%) e serviços (1,1%).
Em relação ao segundo trimestre (abril a junho), o balanço indica um leve avanço na economia gaúcha em relação ao intervalo de janeiro a março. O índice, nesse caso, foi de 0,2%. Tal recorte destaca os resultados dos mesmos três setores, mas em ordem diferente: agropecuária (6,6%), serviços (0,4%) e indústria (0,2%).
Já na análise comparativa do segundo trimestre de 2026 com igual período no ano passado, a economia gaúcha cresceu 5,7%. A análise dos dados conta com números fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parceiro do DEE/SPGG nesse trabalho.
Em âmbito nacional, o PIB cresceu 1,9% entre janeiro e junho. A alta se manteve no período de abril a junho, embora menor (0,5%) e próxima da estabilidade. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a expansão da economia brasileira foi de 2%.
Agropecuária
O desempenho da agropecuária no segundo trimestre foi impulsionado pela recuperação da safra em relação a 2025, quando a produção foi afetada pela estiagem.
– A soja teve alta de 34,4% na quantidade produzida, mesmo com redução de 1,3% na área plantada.
– O milho, por sua vez, apresentou crescimento de 21,8% na produção e de 16,1% na área cultivada.
– Por outro lado, o arroz sofreu retração de 10,2% na quantidade produzida.
Indústria
Na atividade fabril, o avanço de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior foi marcado pelo desempenho da indústria de transformação, que cresceu 3,2%.
– Das 14 atividades avaliadas, oito registraram alta. Cabe destaque a produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (25,1%), Veículos automotores, reboques e carrocerias (24,4%) e Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (22,9%).
– As principais quedas ocorreram nos segmentos de máquinas e equipamentos (-20,8%), couro e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-5,4%) e produtos de borracha e material plástico (-3,5%).
Serviços
– Nos serviços, o Estado registrou alta de 1,1% na comparação anual.
– O comércio cresceu 1,3%, com avanço em oito das dez áreas avaliadas. Dentre os destaques estão outros artigos de uso pessoal e doméstico (14,8%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,2%).
(Marcello Campos)
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