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Rio Grande do Sul Mapeamento inédito vai identificar quem atua pelos direitos das mulheres no Rio Grande do Sul

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A proposta surgiu durante a elaboração do Guia de Apoio e Proteção às Mulheres 2026. Na foto, Renata Teixeira, coordenadora da Pesquisa; Natália Fetter, presidente do CEDM-RS; e Ana Lúcia Maciel, diretora de Programas da Fundação Gerações

Foto: Néia Oliveira/Divulgação
A proposta surgiu durante a elaboração do Guia de Apoio e Proteção às Mulheres 2026. Na foto, Renata Teixeira, coordenadora da Pesquisa; Natália Fetter, presidente do CEDM-RS; e Ana Lúcia Maciel, diretora de Programas da Fundação Gerações. (Foto: Néia Oliveira/Divulgação)

A Fundação Gerações e o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio Grande do Sul (CEDM-RS) lançaram, na semana passada, a campanha “Femininos em Ação”, mapeamento inédito das organizações, coletivos e iniciativas da sociedade civil que atuam na promoção, proteção e defesa dos direitos das mulheres no Estado.

A pesquisa busca identificar quem são esses atores, onde estão e em quais frentes atuam, construindo um panorama estadual da diversidade de iniciativas presentes nos diferentes territórios.

Por meio de uma pesquisa de autodiagnóstico, o projeto tem o objetivo de criar uma visão compartilhada sobre a rede, aproximar iniciativas que atuam por uma mesma causa e subsidiar ações de advocacy e estratégias de promoção e defesa dos direitos das mulheres no Estado. A participação é aberta a iniciativas de todo o Estado com atuação nessa área.

A proposta surgiu durante a elaboração do Guia de Apoio e Proteção às Mulheres 2026, produzido pela Fundação Gerações, quando foi identificada a ausência de um levantamento amplo e sistematizado sobre a atuação da sociedade civil nessa agenda. O guia reúne informações sobre direitos, violência contra a mulher, redes de apoio e serviços no RS, além de dados sobre desigualdade salarial e economia do cuidado. O Guia está disponível para acesso em https://fundacaogeracoes.org.br/guias-e-manuais/.

Mapear é tornar visível

Para a diretora-executiva da Fundação Gerações, Karine Ruy, conhecer essa rede é um passo essencial para ampliar sua capacidade de transformação. “Para fortalecer uma rede, precisamos conhecer suas potencialidades e desafios. Existem organizações e coletivos fazendo um trabalho essencial em diferentes territórios do Rio Grande do Sul, mas, muitas vezes, essas iniciativas não se conhecem, não estão conectadas e não têm sua atuação reconhecida como parte de uma rede maior. Mapear é dar visibilidade, aproximar e criar condições para que essa força coletiva possa ir mais longe”, detalhou a executiva.

Para a presidente do CEDM-RS, Natália Fetter, o mapeamento fortalece o controle social e aproxima o Conselho dos movimentos de mulheres. “Precisamos conhecer melhor quem são as entidades, como são formadas e como atuam pelos direitos das mulheres no Estado. Esse conhecimento fortalece a relação do Conselho com os movimentos e amplia nossa capacidade de diálogo e articulação. Com a Fundação Gerações, estamos realizando esse levantamento para dar visibilidade a essa atuação e fortalecer as conexões entre as iniciativas em todo o Rio Grande do Sul”, afirma.

Como funciona o mapeamento

O Femininos em Ação será realizado por meio de um formulário de autodiagnóstico, preenchido pelas próprias organizações, movimentos, coletivos e iniciativas participantes. A pesquisa reúne informações sobre localização, áreas de atuação, projetos e serviços, participação em redes e conselhos, relação com políticas públicas, fontes de recursos, desafios e perspectivas nos territórios.

A proposta vai além de um cadastro: as respostas formarão um panorama estadual da sociedade civil que atua pelos direitos das mulheres, identificando diversidade, presença territorial e necessidades de fortalecimento. A pesquisa é coordenada pela secretária de Formação do CEDM-RS, Renata Teixeira Jardim, advogada e mestre em Antropologia Social.

“Mapear é dar visibilidade a essa atuação, aproximar iniciativas e fortalecer as redes em todo o Rio Grande do Sul. Esse conhecimento também pode ajudar o Conselho a ampliar o diálogo com os diferentes territórios e fortalecer a participação social”, defende Renata.

Como participar

Até 10 de outubro, organizações da sociedade civil, coletivos e outras iniciativas que atuam na promoção, proteção e defesa dos direitos das mulheres podem participar da pesquisa por meio do formulário disponível em https://www.surveymonkey.com/r/W859H6B.

A mobilização ocorre durante o mês de setembro. Em outubro, os dados serão compilados e sistematizados pela equipe técnica, com previsão de divulgação dos resultados em novembro.

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