Domingo, 13 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de setembro de 2026
Julgamento do caso de Alexandre de Moraes será nesta terça-feira (15), enquanto o de André Mendonça está marcado para 23 de setembro. Na foto, Edson Fachin
Foto: Antonio Augusto/STFO presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, marcou os julgamentos de pedidos de investigação contra Alexandre de Moraes e André Mendonça para as próximas semanas. A sessão para avaliar a situação de Moraes está agendada para 15 de setembro e Mendonça para o dia 23.
Com isso, os dois casos antes do primeiro turno das eleições, em 5 de outubro. Os julgamentos, no entanto, podem acabar sendo adiados por pedidos de vista — mais tempo para análise — por algum magistrado.
Fachin anunciou a data em ofício de resposta ao ministro Alexandre de Moraes neste sábado (12). O ministro havia solicitado que o pedido de investigação contra Mendonça fosse analisado na terça-feira (15), na mesma sessão de análise de apuração contra Moraes.
No documento, Fachin afirma que a análise em sessões separadas assegura um “adequado direcionamento dos trabalhos” e destaca que o pedido contra Mendonça ainda está em fase de instrução.
“A liberação para inclusão imediata em calendário importaria na submissão ao plenário de matéria cuja instrução preliminar ainda não se encontra concluída”, disse. O magistrado destaca que o prazo para a prestação das informações solicitadas a Mendonça se encerra na segunda-feira (14), véspera do julgamento sobre Moraes.
O pedido contra Moraes se refere ao seu envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça pediu a apuração de possíveis irregularidades envolvendo Alexandre de Moraes a partir de elementos encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Segundo o relatório policial, foram identificadas 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. As informações vieram a público no início do mês, depois que Mendonça retirou o sigilo da investigação sobre as mensagens.
Já o pedido contra Mendonça se refere a acusação de usurpação da direção das investigações, condução irregular das tratativas de delação premiada e direcionamento de investigação contra Moraes.
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