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Rio Grande do Sul Pelo segundo mês consecutivo, pesquisa indica aumento do pessimismo no setor industrial do RS

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Levantamento foi divulgado nessa quarta-feira pela Fiergs. (Foto: Arquivo/Fiergs)

Pesquisa divulgada nessa quarta-feira (23) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) aponta que, pelo segundo mês consecutivo, o pessimismo se acentou entre os empresários gaúchos do setor. Conforme a entidade, a nova queda foi influenciada sobretudo pela avaliação negativa das atuais condições econômicas e maior cautela quanto ao desempenho dos negócios nos próximos seis meses.

Os dados constam no relatório “Índice de Confiança do Empresário Industrial” (Icei), que aponta em setembro o escore de 42,4 pontos, uma redução de 1,3 perante agosto. Quanto maior o afastamento da linha de 50 pontos, mais disseminada é a percepção negativa do cenário.

Já o item “Índice de Condições Atuais” caiu de 40,4 para 37,8 pontos no período, retração de 2,6 pontos e que mostra três recuos consecutivos. Trata-se também do segundo menor nível neste ano, somente acima do escore de 37,6 em abril.

O relatório mostra, ainda, que o “Índice de Condições da Economia Brasileira” caiu 2,9 pontos, passando de 32,5 para 29,6 – menor nível desde julho de 2020, quando registrou 27,8 pontos. Nesse contexto, 68,7% dos entrevistados explicitaram percepção negativa de que o cenário econômico nacional piorou, enquanto 29,9% não notaram alteração. O boletim completo está disponível para consulta no site fiergs.org.br.

Demais abordagens

– O “Índice de Condições da Empresa” recuou 2,5 pontos, passando a 41,9, a maior queda do ano para o indicador. As avaliações negativas dos empresários sobre a situação corrente de seus negócios se tornaram mais disseminadas: 36,6% afirmaram que as condições pioraram ou pioraram muito em relação aos últimos seis meses, enquanto 56% indicaram que a situação permaneceu inalterada.

– Em relação ao futuro, os industriaisl gaúchos em geral não evidenciaram confiança. O ‘Índice de Expectativas” caiu e 45,3 para 44,8 pontos (-0,5 ponto), marcando o segundo recuo consecutivo nesse quesito.

– O “Índice de Expectativas da Economia Brasileira”, porém, avançou 1 ponto, fixando-se em 36,5. Apesar da melhora, permanece abaixo do patamar de 50. Metade dos consultados projeta piora das condições nos próximos seis meses, enquanto 44,8% acreditam que a situação permaneçará inalterada.

– Outro item, o “Índice de Expectativas das Próprias Empresas” acumulou a quarta queda seguida, ao atingir 48,9 pontos. Com isso, interrompeu uma sequência de quatro meses no campo otimista. Assim, 26,1% dos empresários projetam piora das condições de seus empreendimentos, ao passo que 51,5% não projetam alteração.

(Marcello Campos)

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