Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Por Eduardo Battaglia Krause | 25 de setembro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Bom, se uma parte da classe política, ainda não majoritária, vem dominando o noticiário, se os demais poderes estão corroídos, se o sistema que dá razão àquilo que chamamos Pátria está combalido, se o sentimento de brasilidade não tem mais importância,
Votar pra quê?
Bom, não sou só eu, é visível que, a poucos dias da eleição que se aproxima, estejamos todos sem rumo. Não temos certeza se o novo governador, até pode ser o mesmo, vai manter o que está funcionando e tem projetos convincentes para um cobertor curto, o dinheiro público, que fundamentalmente é nosso. Não é diferente para o próximo Presidente da República, como disse acima, até pode ser o mesmo. Vai manter e melhorar?
Votar pra quê?
Não bastasse isso, vamos escolher deputados federais e estaduais.
Muitos, mas ainda uma minoria que grita mais que a maioria, nos prometendo entregar o céu com a presença garantida da Santíssima Trindade. Resolverão todos os problemas, menos garantir representatividade efetiva no Congresso. Aliado a isso, em cada Estado vamos escolher dois Senadores que garantem mudar leis como quem vai à esquina, impichar a todos que nos desagradam, invadir plenário, inviabilizar diálogos, em nome do bem comum deles mesmos.
Votar pra quê?
Para usar a única arma que temos, o voto. Podemos apertar o dedo e tratar a urna como lixeira.
Aí, votar pra quê?
Temos outro caminho. Podemos deixar de lado a captura, a lei de Gerson, “levar vantagem em tudo”, uma promessa de emprego político, não aceitarmos ser massa de manobra, interesses pessoais, exercermos o nosso direito de livre escolha, um governante para governar, parlamentares para o Parlamento e Senadores para o Senado Federal. No caso destes, serão 54 no país, dois terços da representação. O suficiente para levantar e mudar a República para o bem ou para o mal.
Votar para isso.
Sobre a mesa estão bons e maus candidatos. Não queremos mais o que está posto, brigas, verdades únicas, ausência de caráter, ética e bem comum.
A questão posta não se resume ao lado esquerdo ou direito, mas em escolhermos homens públicos na acepção da palavra. Que vejam o Brasil com harmonia, com convergência em meio a tantas divergências. Ao apertarmos o dedo na urna, não haverá desculpa, mal-entendido, desconhecimento, engano… Cabe a nós o destino que queremos dar ao País que vivemos, que vivem nossos filhos e nossos netos.
Vamos votar SIM.
Eduardo Battaglia Krause
Advogado e escritor
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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