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Bruno Laux Candidatos ao governo do RS iniciam semana com agendas na Região Metropolitana

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Os candidatos ao Palácio Piratini abriram a semana com agendas concentradas na Região Metropolitana de Porto Alegre. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Os candidatos ao governo do Estado abriram a semana com agendas concentradas na Região Metropolitana, dividindo o tempo entre entrevistas aos veículos de comunicação, reuniões estratégicas de alinhamento e o contato direto com o eleitorado gaúcho. Juliana Brizola (PDT) iniciou o dia dialogando com a imprensa e gravando materiais para a campanha. Ao final da tarde, a candidata marcou presença nos estúdios da Rede Pampa, como quinta convidada do ciclo de entrevistas do programa Pampa Debates com os postulantes ao Piratini. Gabriel Souza (MDB) dividiu a manhã entre entrevistas a rádios do interior e reuniões de alinhamento no comitê central, encerrando a tarde em mobilização com apoiadores próximo ao Mercado Público, na Capital. Luciano Zucco (PL) dedicou a segunda-feira a compromissos internos e à gravação de conteúdos com candidatos aliados.

Candidatos nas ruas II 

No centro de Canoas, Rejane de Oliveira (PSTU) focou no corpo a corpo com os eleitores na estação da Trensurb, onde distribuiu panfletos e conversou com a população. Marcelo Maranata (PSDB) gravou materiais midiáticos e participou de agendas internas com a equipe de campanha em Porto Alegre. Candidata do UP, Priscila Voigt iniciou a semana em uma reunião interna de alinhamento. O candidato Cesar Pontes (PCO) não teve compromissos oficiais divulgados.

Falha reconhecida

A Justiça julgou procedente ação civil pública do Ministério Público gaúcho e condenou a Prefeitura de Porto Alegre a indenizar em R$ 50 milhões, por danos morais coletivos, a população atingida pela enchente de abril e maio de 2024. Ao afastar o argumento de força maior levantado pela defesa do Executivo municipal, o magistrado Mauro Evely Vieira de Borba destacou que as falhas do sistema anticheias já haviam sido sinalizadas em documento interno do DMAE, de novembro de 2023. A sentença determina que os recursos sejam aplicados exclusivamente em obras e medidas de adaptação climática na Capital, como parques fluviais e jardins de chuva. A decisão ainda abre caminho para que moradores, profissionais e empresários com prejuízos comprovados nos 19 bairros atingidos pelo Sistema de Proteção contra Cheias movam ações individuais por danos materiais e morais. A Prefeitura deve recorrer da sentença.

Segurança digital

A criação de políticas públicas para combater a violência misógina no ambiente digital é alvo de um projeto de lei apresentado pela vereadora Karen Santos (PSOL) na Câmara de Porto Alegre. A matéria busca estruturar ações do Executivo municipal para blindar mulheres e meninas contra o assédio nas redes sociais. Entre as medidas propostas, estão campanhas constantes nos canais da Prefeitura, além da inserção da educação digital na rotina das escolas do município. Segundo a autora, o projeto surge como um contraponto ao crescimento de grupos extremistas na internet, como as comunidades autodenominadas “red pill” e “incel”, que propagam discursos de ódio contra o público feminino. Baseada em legislações similares já discutidas em outras cidades da Região Sul, a parlamentar defende que a conscientização precoce é uma estratégia reconhecida para prevenir a violência a longo prazo.

Abuso escolar

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou um professor da rede estadual de ensino de Cachoeirinha por estupro de vulnerável contra sete alunas, com idades entre sete e oito anos. Segundo a Promotoria Criminal do município, os abusos ocorreram nos anos letivos de 2025 e 2026 durante a rotina escolar, valendo-se da autoridade e da confiança da função para cometer os abusos, e exigindo silêncio das vítimas mediante promessas de presentes. O acusado já se encontra em prisão preventiva, detido após investigações da Polícia Civil e a realização de procedimentos cautelares para a coleta antecipada de provas. Além da condenação penal, o órgão estadual solicitou a estipulação de indenizações por danos morais às vítimas, a perda do cargo público do servidor e sua inclusão no Cadastro Estadual de Pedófilos. Como as apurações policiais ainda continuam em andamento, as autoridades não descartam a possibilidade de identificar novas vítimas vinculadas ao professor. (Por Bruno Laux)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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