Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2026
Os dois candidatos utilizaram o horário eleitoral desta terça-feira (29) para fazer apelos a segmentos mais amplos do eleitorado.
Foto: ReproduçãoA poucos dias do primeiro turno, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram a direcionar parte da propaganda eleitoral para eleitores que não se identificam diretamente com suas bases tradicionais. Os dois candidatos utilizaram o horário eleitoral desta terça-feira (29) para fazer apelos a segmentos mais amplos do eleitorado.
No programa de Lula, a campanha procurou apresentar o presidente como uma opção que não exige identificação com o PT ou com os símbolos tradicionalmente associados ao partido. A mensagem foi de que o eleitor não precisa “fazer o L” nem vestir vermelho para votar no candidato.
A estratégia ocorre na reta final do primeiro turno, quando as campanhas intensificam a busca por eleitores ainda sem uma decisão consolidada. Em uma das mensagens exibidas na propaganda, Lula afirmou que não é necessário gostar dele para apoiar sua candidatura, mas que o eleitor deve considerar a possibilidade de continuidade das políticas apresentadas pela campanha.
Entre as propostas destacadas pelo programa de Lula estiveram o fim da escala de trabalho 6×1 sem redução salarial, a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica e a ampliação do programa Pé-de-Meia. A propaganda também fez referências a medidas relacionadas às apostas esportivas e apresentou críticas à gestão anterior.
A campanha de Flávio Bolsonaro adotou estratégia semelhante ao tentar ampliar o eleitorado para além dos grupos mais identificados com o bolsonarismo. No programa, o candidato afirmou que o eleitor não precisa gostar dele para votar em sua candidatura. A mensagem foi associada à defesa da família e do país e a um pedido de confiança para promover mudanças.
O programa de Flávio deu destaque principalmente à segurança pública e ao custo de vida. A campanha apresentou críticas aos índices de violência e ao avanço de organizações criminosas e exibiu depoimentos de pessoas que afirmaram ter votado em Lula anteriormente, mas que agora pretendem apoiar o candidato do PL.
Entre as propostas apresentadas por Flávio estão a criação do programa Brasil Sem Medo, a classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas, o aumento das penas para roubo de celulares e a redução da maioridade penal. As duas últimas medidas dependeriam de aprovação pelo Congresso Nacional.
A tentativa de aproximação com eleitores de fora das bases tradicionais ocorre em um cenário de disputa concentrada entre os principais candidatos. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na segunda-feira (28) mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 34% de Flávio Bolsonaro. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 24 e 27 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pelo Grupo Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520/2026.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Fora rachadinha, lavagem de dinheiro, desvio de verbas, corrupção, mentirosos, querem implantar um Estado teocrático ,(evangélico), entreguistas, negacionistas….Querem destruir a democracia e instalar a ditadura da extrema direita. Olhe o mundo como está…
Os eleitores não devem aceitar esse modelo. É questão de sobrevivência.
“O tarado e o estuprador”, a chapa puro sangue kkkkkkkk
Dossiê de ex-sócio revela rede de favores, prostituição, orgias, mimos de luxo e pressões contra Flávio Bolsonaro
Documentos e mensagens guardados por Alexandre Santini expõem rotina de bastidores, articulações e acerto financeiro após ameaças