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Brasil Impeachment de Dilma seria “estupro” à Constituição, diz coautor de impeachment de 1992

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Jurista criticou a postura da OAB em relação ao impeachment (Foto: Reprodução)

O jurista e ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Marcello Lavenère disse que, se for aprovado, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff será um “estupro” à Constituição. “Espero que a Câmara tenha um lapso de lucidez e não faça isso”, afirma.

Junto com o então presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Barbosa Lima Sobrinho, Lavenère foi coautor do pedido de impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.

Nem mesmo a aprovação do conselho federal da OAB em apresentar um novo pedido de impedimento a partir dos fatos delatados pelo senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e os grampos telefônicos o convenceram a mudar de ideia. Ao contrário, levaram o jurista a criticar a Ordem.

“Eu disse ao presidente da OAB que a entidade entrou no mesmo barco dos golpistas”, ressaltou. “Ela não é golpista, mas está acompanhada e tomando o mesmo barco e as mesmas atitudes deles, correndo o risco de ser confundida como tal.”

Lavenère participou da votação do conselho sobre o impeachment e se posicionou contra a medida. Na sua avaliação, a “decisão equivocada” da Ordem ocorreu em meio à “disputa político-partidária contaminada pelos noticiários seletivos e distorcidos da mídia”. (AG)

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