Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de abril de 2016
Os parlamentares que se posicionaram favoráveis ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff expuseram suas opiniões com argumentos mais políticos e econômicos do que técnicos ou jurídicos. Justificativas como “perda da capacidade de governar”, “ausência de clima político”, “inflação” e “aumento do desemprego” foram mais usadas pelos deputados ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo que as “pedaladas fiscais”, principal fundamentação jurídica do pedido de impeachment que está em análise na Casa. Já os deputados que defendem a permanência da presidenta argumentam que não há base legal para dar prosseguimento ao processo.
“Não acho que há crime, há crise. E crise não se resolve com impeachment”, rebateu Pompeo de Mattos (PDT-RS). Embora haja um sentimento de que uma eventual gestão do vice Michel Temer poderia dar novos ares à capacidade de o governo de dialogar com o Congresso, a hipótese ainda é vista com ressalvas principalmente em relação à forma como seria formado o governo. “Tudo vai depender dos sinais que ele der. Ele teria de fazer um governo de coalizão”, resumiu o deputado Dimas Fabiano (PP-MG).
Para o deputado Ariosto Holanda (PDT-CE), uma eventual substituição de Dilma por Temer seria o mesmo que “trocar seis por meia dúzia”. Embora diversos pedetistas afirmem que devem votar a favor do impeachment, Holanda considera que “o PDT vai fechar com PT” no dia da votação. (AE)
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