Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Marcelo Warth | 15 de outubro de 2026
"O rombo estimado com isso é de R$ 35 bilhões por ano para os municípios", disse Melo
Foto: Cesar Lopes/PMPAO prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, classificou de “demagogia eleitoral” a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Senado, em dois turnos, na noite de quarta-feira (14). Agora, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) segue para promulgação do Congresso Nacional.
“A aprovação do fim da escala 6×1 no Senado é mais uma demagogia eleitoral. Reduzir a jornada exige responsabilidade, planejamento e respeito à realidade de cada setor. Não pode virar pacote eleitoral. Direita, esquerda e Centrão se unem quando o assunto é buscar votos, mas ninguém explica quem vai pagar essa conta. Repudio essa irresponsabilidade porque o dinheiro não cai do céu. Os municípios possuem serviços públicos terceirizados que vão precisar de reajustes substanciais. Isso é: contratos da saúde, limpeza urbana, tapa-buraco, transporte público e tantos outros”, afirmou Melo nas redes sociais.
“O rombo estimado com isso é de R$ 35 bilhões por ano para os municípios. Como presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), sempre alertei que esse valor é metade de toda a arrecadação anual de IPTU das cidades brasileiras. Isso pode comprometer serviços essenciais e é a população que vai pagar essa conta. Criar novas obrigações sem apontar de onde virão os recursos é brincar com o dinheiro público. Sem financiamento e sem avaliar os impactos, essa medida pode inviabilizar a gestão municipal”, prosseguiu o prefeito.
Na tarde de quarta-feira, Melo acompanhou o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) durante agenda de campanha na Capital gaúcha. Remotamente, o presidenciável votou a favor do fim da escala 6×1.
“Mostramos os desafios e avanços de Porto Alegre na proteção contra cheias, mas reforçamos a necessidade de ações coletivas para fortalecer o sistema. A água não respeita os limites geográficos de uma cidade, por isso a proteção de cheias deve ser uma governança compartilhada entre municípios, Estado e União”, disse Melo ao lado de Flávio e de governadores e senadores eleitos no Dique do Sarandi, na Zona Norte.
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Quem diria que um cara que cresceu dando contra a ditadura, agora está aliada a ELA. Impressiona essa ” mudança” de posição. Passou para a direita golpista por interesse próprio?
Fica a pergunta.