Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de outubro de 2026
A relação entre Phil Collins (75 anos) e Paul McCartney (84) começou a azedar em 2002. Na época, os dois se apresentaram no Jubileu de Ouro da Rainha Elizabeth II no Palácio de Buckingham, e Collins aproveitou para pedir que McCartney autografasse uma cópia da única biografia autorizada escrita sobre os Beatles enquanto os quatro ainda estavam ativos.
“McCartney se aproximou com Heather Mills (que foi sua esposa entre 2002 e 2008) e eu tinha uma primeira edição de ‘The Beatles’ de Hunter Davies. Então eu disse: ‘Ei, Paul, você se importaria de assinar para mim?’. E ele respondeu: ‘Oh, Heather, nosso pequeno Phil é um pouco fã dos Beatles’, disse Collins em uma entrevista ao Times em 2016, magoado com a condescendência do ex-integrante da banda britânica.
“McCartney era um dos meus ídolos, mas ele tem um jeito de falar que faz você sentir…: ‘Eu sei que deve ser difícil para você porque eu sou um Beatle. Eu sou Paul McCartney e deve ser muito difícil conversar comigo”, disse Collins, imitando Paul.
Depois que essa história veio a público, o cantor de “Hey Jude” tentou entrar em contato com Collins por e-mail para esclarecer as coisas, mas o baterista do Genesis não respondeu. “Ele entrou em contato comigo porque estava chateado”, confessou à Billboard há uma década. “Certamente não recebi flores da parte dele; na verdade, ele me disse: ‘Vamos seguir em frente com nossas vidas’. E lamento que tenha ficado chateado porque eu disse algo desagradável a seu respeito. Bem, na verdade não foi nada desagradável. Se as pessoas não disserem aos outros que, às vezes, a atitude deles poderia ser melhor, então ela não vai melhorar.”
Desde então, eles não tiveram contato até “um ou dois meses atrás”. Numa entrevista a Piers Morgan, em 2 de outubro, Collins disse que recebeu uma ligação quando Paul soube que ele estava organizando uma campanha de doação de objetos de valor para um leilão beneficente do King’s Trust. Na conversa, o ex-Beatle aproveitou para comentar o distanciamento e Collins respondeu: “Queria nunca ter falado aquilo, Paul, queria nunca ter falado aquilo”. Paul então disse: “Achei que estávamos bem, sabe?”.
“Não é justo revelar o que ele me disse, mas essa foi a essência da conversa. Então nos reconciliamos”, disse Collins a Morgan. “Pedi desculpas… Obviamente, isso incomodava, porque ele gosta de gostar das pessoas, como todo mundo. E talvez ele mais do que outros, e todos nós gostamos de gostar dele. E eu entendo. Nos reconciliamos”, insistiu.
Collins celebra agora o 45º aniversário de seu primeiro álbum solo, “Face Value”, e deve passar a fazer parte do Hall da Fama do Rock and Roll, como artista solo, em novem o objetivo de ajudar jovens desfavorecidos ou em situação de vulnerabilidade. O leilão apoiado do Collins será realizado no próximo dia 19 de novembro e inclui itens pessoais, como um conjunto usado no Live Aid de 1985 e letras manuscritas do sucesso do Genesis “That’s All”. As informações são do jornal La Nación.
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