Sábado, 24 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de outubro de 2026
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, pretende reencontrar o pai, Jair Bolsonaro (PL), na manhã da próxima segunda-feira (26), independentemente do resultado do segundo turno. O candidato do PL planeja visitar o ex-presidente no condomínio Solar de Brasília, no Distrito Federal, dentro do horário autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os encontros foram liberados em 12 de outubro, após uma suspensão de 90 dias imposta em julho, quando Flávio divulgou nas redes sociais uma carta do pai. Ao restabelecer as visitas, Moraes manteve o veto ao uso dos encontros para fins político-eleitorais e à divulgação de manifestações do ex-presidente.
Última visita
Flávio Bolsonaro visitou na quinta-feira (22) o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, na véspera do último debate com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nessa sexta-feira, na TV Globo. O senador chegou ao condomínio do ex-mandatário por volta das 8h. Por ser advogado constituído no processo de Bolsonaro, pode visitá-lo todos os dias, pelo período de trinta minutos. Flávio não deu declarações ao deixar o local.
Esta é a terceira vez que os dois se encontram desde o fim de um período de 90 dias sem visitas, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro ocorre em meio à preparação do senador para o confronto e aos últimos ajustes da campanha antes do segundo turno, no domingo.
Jair Bolsonaro está preso após ter sido condenado pelo STF por participação na trama golpista que tentou impedir a posse de Lula após as eleições de 2022. Mesmo afastado dos atos eleitorais, o ex-presidente continua sendo uma referência política para o filho, que já relatou ter recebido conselhos do pai em encontros anteriores, embora evite detalhar o conteúdo das conversas em razão das restrições judiciais impostas a Bolsonaro.
Nas conversas anteriores, pai e filho trataram de temas relacionados à campanha, incluindo o cenário eleitoral e os principais assuntos em discussão na disputa presidencial. Entre eles estão segurança pública, custo de vida e suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que também apareceram no debate de domingo.
No confronto da Band, Flávio insistiu nas críticas à política de segurança do governo e explorou suspeitas envolvendo pessoas próximas ao presidente.
Conversas anteriores
A redução da jornada de trabalho também esteve entre os assuntos discutidos por Flávio com o pai nas últimas semanas. Antes da votação da proposta que acabou com a escala 6×1, o senador conversou com o ex-presidente sobre o tema, em meio às preocupações de setores empresariais com os impactos econômicos da medida e ao desgaste eleitoral de uma posição contrária à mudança. Flávio acabou votando a favor do texto, aprovado pelo Senado na semana passada, mas manteve ressalvas sobre os efeitos para empresas e empregos.
Outro assunto presente nas conversas foi o cenário político de um eventual governo. Bolsonaro e Flávio discutiram a importância de evitar antecipar definições sobre cargos e disputas pelo comando da Câmara e do Senado, em um momento em que diferentes grupos aliados já começam a se movimentar em busca de espaço.
Na área econômica, um dos nomes que contam com a simpatia do ex-presidente é Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia, para comandar o Ministério da Fazenda. Flávio, porém, ainda não definiu quem ocuparia a pasta e tem sinalizado que pretende formar uma administração com perfil técnico e participação de diferentes grupos políticos.
As visitas ocorrem mediante autorização judicial e estão sujeitas às restrições impostas a Jair Bolsonaro, que incluem a proibição de atividades político-eleitorais. Após o primeiro reencontro com o pai, Flávio reconheceu publicamente que recebeu conselhos do ex-presidente, mas evitou detalhar as conversas.
“É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele”, afirmou na ocasião. As informações são da revista Veja e do jornal O Globo.
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