Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de abril de 2016
Marisa Orth é descrita no site Wikipedia como alguém de forte personalidade. “Não sei nem quem escreveu isso”, rebateu a atriz, que está em turnê pelo Brasil com a peça “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”. Ao contrário do que muita gente pensa, Marisa, aliás, faz uma revelação: “Sou dependente de homens”. Confira a seguir trechos de uma entrevista feita com a atriz.
Você é protagonista do musical “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”. Por que esse musical é especial?
Olha… Primeiro porque retoma a obra do Almodóvar, que foi, sem dúvida, muito marcante para mim, para a minha geração de artistas. Então é um retorno, é um brinde.
Como o público tem reagido? Tem algum momento da peça que te chame a atenção pela reação do público?
Mas é muito rica essa peça! Ela tem vários momentos. Tem várias mulheres malucas! Eu li entrevistas do Almodóvar, que ele estudou o efeito da ausência do homem sobre a mulher em vários estágios.
Você se identificou com alguma delas?
Com alguma delas? Praticamente com todas!
Gente, mas você parece ser uma mulher tão independente?
Independente, não! Eu sou assumida, é diferente. Eu sou uma mulher casada, tenho um filho homem; tenho dois irmãos homens, meu pai; o filho do meu marido é homem. Eu tenho uma banda composta por seis homens.
Você convive melhor com homem?
Não sei, não. Acho que é uma missão de vida, um carma. Eu sou dependente de homens! Sou assumida! A minha vida sempre vai passar por uma vida de um homem, seja do meu filho, do meu pai, do meu marido.
Te incomoda ainda ser lembrada pela Magda do “Sai de Baixo”?
Eu amo a Magda, óbvio, porque mudou a minha vida completamente. É uma personagem que, mesmo quando eu morrer, vai continuar. Mas é mentira se eu disser que gosto que as pessoas na rua me perguntem se não vou voltar a fazer a Magda. Fico preocupada com a projeção do que eu faço hoje.
“Conhecida por sua forte personalidade”, diz a sua descrição no Wikipedia.
Não sei nem quem escreveu isso, mas fingiu que é meu conhecido, né? Tenho 33 anos de carreira e nunca briguei com ninguém. Você acha que isso é pouco? Eu sou muito flexível. Eu fiz tantos trabalhos como atriz que acho que ninguém conhece a minha personalidade e isso é um grande orgulho que eu tenho.
Mas isso é um posicionamento da sua vida? Você nunca se abriu muito, né?
Gente, mas eu não vendo a mim, eu vendo os meus personagens.
Você é formada em psicologia. No que que ela ajudou na sua vida? Você nunca exerceu a profissão?
Nunca exerci. Mas me ajuda muito! Primeiro porque estudar qualquer coisa ajuda qualquer pessoa, né? Eu amo psicologia! Gosto muito dessa maneira de ver o mundo. É o viés que eu mais acredito. Tem gente que prefere ver pelo viés social, antropológico… Eu gosto de saber quem foi a mãe e o pai. Acho que determina mais o ser humano do que outras questões.
O que tira seu humor?
Jornalista, perguntas cretinas… Tô brincando! Hormônio e as pessoas que eu amo! Geralmente as pessoas que você ama são as que você mais espera delas, né? Ignorância na amplitude da palavra também me irrita.
Você quer comentar alguma coisa sobre o momento político brasileiro?
Não tenho como, mas adoraria. A cada 24 horas eu mudo de opinião! (Leo Dias/AD)
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